Cardozo fez o anúncio após morte de indígena durante
confronto com a Polícia Federal.
O
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na noite desta terça-feira (4)
que vai enviar tropas da Força Nacional para a região de Sidrolândia (MS), onde
um índio morreu durante conflito envolvendo a reintegração de posse numa
fazenda. O pedido foi feito ao ministério pelo governador do Estado, André
Puccinelli.
Segundo o ministro, 110 homens serão
enviados à região a partir da manhã da quarta-feira (5) via aérea e terrestre,
e ficarão subordinados ao comando do governo do MS.
— A Força
Nacional ficará lá pelo tempo que for necessário.
Cardozo declarou ainda que pediu à
Polícia Federal que discuta com o secretário estadual de Segurança Pública do
Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, a possibilidade de elevar o contingente de
agentes no local. Cardozo não foi claro ao ser questionado sobre se a Força Nacional
vai atuar para cumprir o prazo para a reintegração de posse da fazenda — o
prazo termina às 9h15 da quarta-feira.
— Quem determina quem vai desocupar
é o juiz. A Secretaria de Segurança Pública do Estado é que vai determinar o
papel que a Força Nacional terá. O comando é do Estado, e é por essa razão que
não posso responder a essa pergunta sem saber qual será a decisão do juiz a
esse respeito e do órgão de segurança pública do MS.
Segundo ele, o ministro da
Advocacia-Geral da União, Luiz Inácio Adams, está tratando da prorrogação desse
prazo. Cardozo disse ainda ter recebido a informação de que um índio foi
baleado num confronto com fazendeiros na mesma região e estaria no hospital.
Cardozo disse que, na semana
passada, a Justiça pediu à PF que cumprisse ordem de reintegração de posse da
fazenda, mas a PF alegou não ter contingente para fazê-lo. Assim, a ação na
semana passada foi feita pela Polícia Militar do Estado.
De acordo com Cardozo, o governo
quer se reunir com os índios terena na quinta-feira, 6, para tentar dar fim ao
conflito.
— Paralelamente a isso, temos a
responsabilidade de apoiar o governo do Estado do Mato Grosso do Sul para
ampliar seu efetivo. O governo faz um apelo a todas as partes envolvidas nesse
conflito. Ninguém vai conseguir satisfazer direito acirrando conflitos e usando
violência. Quem viola direito de outro responde pela lei.
Fonte: R7














