
A venda de camisas, bandeiras e lanches durante manifestações políticas virou
alternativa de renda para cearenses que estão desempregados
Fortaleza teve um final de semana agitado, com cinco protestos em apenas três dias. E o
que para muito é um momento de reivindicação de direitos e reafirmação da
liberdade de expressão, para outros é uma oportunidade de negócios.
A família da cearense Marília Alves, de 28 anos, realiza um trabalho de equipe
para vender, durante as manifestações que acontecem na Praça Portugal, artigos
como camisas, bandeiras, apitos, faixas e até capas de chuva. A moça explica
que esta foi uma oportunidade de escapar do desemprego que assola o país.
Família unida
“É
uma forma de ganhar a vida, afinal tenho dois filhos para criar e estou
desempregada. Somos uma equipe de 10 pessoas, e tem de tudo: tio, pai, irmã.
Até os amigos ajudam também”, aponta.
Eapesar de trabalhar em um movimento político, Marília diz que não entende muito
do assunto, e que prefere se manter longe das discussões. “Não tenho nada a
favor nem contra as manifestações. Não gosto muito de política, então pra mim
tanto faz se a Dilma (Rousseff) vai ou não sair do poder”.
Nonato Costa, que faz parte da equipe de Marília, por outro lado, diz que participa
dos movimentos por dois motivos: o econômico e o social. “Primeiramente porque
segundo porque, como todo brasileiro, tô fazendo o meu papel aqui, porque Dilma
eu sou vendedor e tô aproveitando a oportunidade para ganhar um dinheirinho. E
não tem feito nada e a gente tá lutando por um país melhor, por isso eu sou a
favor do impeachment“, explica.
Fonte:
Tribuna do Ceará












