A Polícia Federal está investigando indícios
de superfaturamento e fraude à licitação nas obras do Trecho Norte do Rodoanel,
com 47,6 km de extensão, que liga as rodovias Bandeirantes e Presidente Dutra.
A obra é de responsabilidade da Desenvolvimento Rodoviário S/A, estatal
controlada pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A suspeita
da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin) é que houve
aumento de pelo menos R$ 170 milhões nos custos de terraplenagem da construção
foi autorizado pela estatal para beneficiar empreiteiras.
Nesta terça-feira,
22, o Ministério Público Federal (MPF) intimou a Dersa a enviar cópias de todos
os contratos e aditivos relacionados ao Trecho Norte. A apuração de suposto
desvio virou alvo das instituições porque a obra recebe repasses do governo
federal.
As modificações foram
feitas a cinco meses do fim do prazo contratual da obra, que deveria ter sido
concluída em fevereiro. Agora, a promessa é entregá-lo em março de 2018.
Pelos contratos
assinados em 2013, no valor total de R$ 3,9 bilhões, o custo previsto com
terraplenagem em toda a obra era de R$ 423,7 milhões. Planilhas de pagamentos
da Dersa obtidas pelo Estado mostram que, até janeiro deste ano, o valor
atualizado para esse serviço era de R$ 845,4 milhões, um aumento de 99,6%.
A Dersa nega qualquer
favorecimento às construtoras que executam os seis lotes da obra e afirma que
teve de incluir novos serviços nessa etapa da construção por questões
geológicas, por causa dos riscos de impacto em moradias do entorno, além de grandes
deslocamentos de terra que não estavam previstos.
Fonte: Brasil 247.













