Dificilmente o
país deixará de viver o clima de sobressalto hoje – como vinham sentindo os
belgas, antes da tragédia de hoje, brutal e terrível.
Moro desfecha outra megaoperação
“gestapiana”, cujos números falam por si da falta de critérios: 110
ordens judiciais, sendo 67 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 11
de prisão temporária e 4 de prisão preventiva.
A esta altura, tal imensa quantidade de
invasões (67) e de condução forçada e prisão de pessoas (43), só se explica
pela intenção de criar um impacto avassalador.
É evidente que, agora, é dobrar as últimas
resistências de Marcelo Odebrecht e fazê-lo aderir à delação premiada.
Depois de nove meses de prisão – nem acusado
de homicídio fica tanto tempo preso preventivamente – é pouco crível que possam
haver provas significativas, se existiam, que não pudessem ter sido eliminadas.
O objetivo central, parcialmente frustrado
pelo atentado na Bélgica, era o espalhafato, a repercussão avassaladora e
a manutenção da pressão política.
Com o detalhe de emviar um carro ao hotel
Golden Tulip, onde Lula está hospedado (porque é isolado e a pouquíssima
distância do Alvorada, o que facilita os encontros com Dilma) para criar
ainda mais tensão, durante algum tempo.
Ninguém se engane: o roteiro é detalhado,
ousado e não encontra limite em qualquer racionalidade judicial.
Vem sendo cumprido há dois anos e chega, agora, a seu ápice.
Falta pouco para a tomada do poder, sob o amparo de uma rota capa de
legalidade.
Fonte: Tijolaço.













