Às 11:30, todos os jornais
publicaram a decisão de nomear Dilma.
Às 13 horas, foi feito o telefonema grampeado
por ordem de Sérgio Moro, cuja transcrição foi entregue à Globo para dar a
impressão que ambos conspiravam para bloquear a Justiça.
Se algo houve ali foi a precaução contra um
ato desesperado de um louco que enverga a toga de juiz.
E que é transtornado o suficiente para mandar
prender alguém que já está publicamente designado para o Ministério e,
portanto, fora do alcance de suas garras.
E que não hesita, em ato de vingança, em
divulgar uma escuta feita duas ou três horas antes para, ardilosamente,
transformar em suspeita a Presidenta da República.
Até agora, na covarde imprensa brasileira,
cúmplice deste aventureiro, não houve um jornal, que eu visse, que tenha tido a
dignidade de informar que o grampo – já de si um absurdo – foi feito DEPOIS de
publicizada a nomeação e, portanto, após a tomada de decisão.
Sérgio Moro praticou um ato de banditismo político.
Usou de suas franquias- já muito
excedidas em mandar grampear quem nem sequer tem uma denúncia formal e invadir,
na escuta, assuntos de natureza política – para produzir confusão
política e contestar o ato presidencial.
Por conta de um grampo jamais provado – o
áudio nunca apareceu – sobre o ministro Gilmar Mendes, o então presidente
Lula demitiu o chefe da Polícia Federal, no qual este estaria falando com o
“honestíssimo” promotor e senador Demóstenes Torres.
O diretor da Polícia Federal, desta vez, vai ficar?
Ou fazer escuta da Presidenta da República e mandar para a Globo pode?
Fonte:
Tijolaço.













