Celular do presidente da Câmara foi apreendido e até um
chaveiro teve que ser chamado para arrombar o cofre do parlamentar
A Polícia Federal realiza na manhã desta
terça-feira (15/12) mandado de busca e apreensão na residência oficial
do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na QL 12
do Lago Sul. Às 6h da manhã três viaturas cercaram a casa do parlamentar para
cumprir uma nova etapa da Operação Lava Jato, batizada de Catilinárias.
Celulares e computadores pessoais do presidente da Câmara foram apreendidos. Um
chaveiro teve que ser chamado para arrombar o cofre utilizado pelo parlamentar.
No total, 53 mandados de busca e apreensão
são realizados em sete estados, que inclui Distrito Federal (9), São Paulo
(15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e
Rio Grande do Norte (1).
Também foram realizadas buscas nas residências
do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do senador Edison Lobão
(PMDB-MA) e em endereços do ministro do Turismo, Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN), do ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, (PMDB-RJ),
do ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra (PSB-PE), e
do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. Todos os nomes são
ligados ao núcleo do presidente da Câmara dos Deputados.
A operação está sendo feita ainda na
diretoria geral da Câmara dos Deputados e na casa de Cunha em um condomínio na
Barra da Tijuca (RJ), além da residência da chefe de gabinete do
parlamentar, Denise Santos, da sede do PMDB, em Alagoas, e do
ex-vice-governador desse estado José Wanderley Neto.
A ação, batizada de Catilinárias, tem como
objetivo coletar provas nos inquéritos que apuram se o presidente da
Câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O nome da
operação faz referência a uma série de quatro discursos célebres do cônsul
romano Cícero contra o senador Catilina, que planejava tomar o poder e
derrubar o governo republicano.
Buscas e apreensões
As
buscas, segundo a Polícia Federal, ocorrem na residência de investigados, em
seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e
órgãos públicos. Eles têm como objetivo principal evitar que provas
importantes sejam destruídas pelos investigados.
Foram autorizadas também apreensões de bens que
possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa. Os investigados, na
medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro, organização criminosa, entre outros.
O advogado do parlamentar chegou à Casa Oficial
da Câmara por volta das 6h52, para se encontrar com Cunha. Alexandre
Garcia de Souza é filho de Antonio Fernando de Souza, ex-procurador-geral
da República. Ambos advogam para o deputado. Por volta das 7h14,
outro advogado, Davi Evangelista, chegou.
Entre os integrantes da Polícia Federal que
cumprem as buscas, está o delegado Tiago Delabary, que iniciou a
investigação da Lava Jato.
Fonte: Beta Metrópoles.













