Sob o silêncio da Câmara Municipal, o Ministério
Público pedirá a cassação do mandato do vereador preso em flagrante. Outros
também são investigados.
Um grupo de vereadores de Fortaleza está se
organizando para arrecadar o dinheiro necessário para a defesa do companheiro
de plenário Antônio Farias de Sousa, mais conhecido como "Aonde É"
(PTC), que está preso desde o dia 26 de setembro, após ter sido flagrando
coagindo um de seus assessores para que ele repassasse o salário recebido pela
Câmara Municipal.
Atualmente, "Aonde É"
está detido na Delegacia de Capturas, onde aguarda o julgamento pelo crime de
Concussão, por tentar se beneficiar financeiramente do cargo ao extorquir o
servidor. Mesmo atrás das grades, o vereador parece não ter abandonado a hábito
e agora estaria ameaçando colegas parlamentares para que os mesmos intervenham
pela sua soltura junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Caso
contrário, ele passará a denunciar irregularidades em outros gabinetes da
Câmara de Fortaleza.
Pressionados, os vereadores
estariam prestes a contratar o advogado responsável pela apelação no órgão
superior, já que o desembargador Luiz Evaldo Gonçalves Leite, do Tribunal de
Justiça do Ceará (TJ/CE), negou o pedido de habeas corpus para "Aonde
É".
DENÚNCIA FORMAL
O promotor da Procuradora de
Crimes Contra a Administração Pública (Procap), Ricardo Rocha, deve apresentar
a denúncia crime contra “Aonde É” já na próxima semana. No mesmo momento, o
Ministério Público acionará a Câmara Municipal de Fortaleza, que até então não
se pronunciou oficialmente sobre a prisão, para que o vereador seja processado
por quebra de decoro parlamentar, o que poderá levar à cassação de seu mandato.
Em entrevista ao Ceará News
7, o promotor esclareceu que outros vereadores também estão sendo investigados
por suspeita de uso indevido de verbas de desempenho parlamentar. Segundo
Ricardo Rocha, os inquéritos foram abertos ainda em 2009, quando houve a
denúncia de um esquema de mensalão entre a Prefeitura de Fortaleza, sob o
comando de Luizianne Lins, e vereadores da base aliada. Em troca do apoio, o
Executivo beneficiaria financeiramente entidades ligadas aos membros do Legislativo.
Com a auditoria das contas da
Câmara foi identificada a inobservância legal sobre a aplicação do dinheiro
público, que estaria sendo usado até no pagamento de funcionários fantasmas.
Desde então, as gastos de todos os gabinetes passaram a ser inspecionados.
Fonte: Ceará News 7.













