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Polícia Federal identificou, a partir de documentos apreendidos na Operação
Lava Jato, transferências bancárias de mais de US$ 4,8 milhões da OAS African
Investments em uma conta na Suíça controlada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo
Roberto Costa.
Os depósitos da empresa, que é um braço da empreiteira de
César Mata Pires no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, foram feitos
para a offshore Santa Thereza Services Ltd, de Costa, nos dias 7 de maio, 11 de
junho e 17 de julho de 201.
Apontado como comparsa do doleiro Alberto Youssef no esquema
de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a servidores que movimentou mais
de R$ 10 bilhões, Costa depôs ontem na Justiça, seguindo acordo de delação
premiada.
Ele afirmou que o esquema
de desvio de recursos na estatal alimentou campanhas políticas do PT, do PMDB e
do PP. Entregou ainda um extrato de US$ 19 milhões em suas contas e citou
propinas pagas por duas empreiteiras: a Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, e a
Camargo Corrêa, presidida por Vitor Hallack. O ex-diretor da Petrobras disse
ter recebido uma propina paga até mesmo pelo presidente de outra estatal ligada
à Petrobras. Sergio Machado, presidente da Transpetro, teria pago a ele R$ 500
mil. Outro nome citado foi o de José Eduardo Dutra, ex-presidente da BR
Distribuidora (leia aqui).
Fonte:
Brasil 247.













