Em
meio a pesquisas eleitorais, a volatilidade na bolsa de valores garantiu à
Petrobras ganhos recordes nas últimas semanas. De acordo com levantamento da
consultoria Economatica, a companhia foi a única a registrar crescimento de
valor de mercado em outubro, voltando assim à liderança entre as empresas da
América Latina e Estados Unidos, ganhando de todas as companhias americanas.
Segundo a pesquisa, a Petrobras fechou o dia 13 de outubro
com US$ 116,3 bilhões de valor de mercado. O valor de mercado da empresa no dia
30 de setembro era de US$ 93,7 bilhões, contra US$ 116,3 bilhões nesta
segunda-feira 14, o que representa crescimento de US$ 22,6 bilhões em sua
valorização.
Entre as 10 maiores companhias da América Latina, há seis
brasileiras, três mexicanas e uma colombiana. O setor bancário é o que possui
mais representantes, com três instituições: Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do
Brasil.
Entre seis países da América Latina e os Estados Unidos, a
bolsa brasileira é a única que apresenta crescimento de valor de mercado no mês
de outubro. No dia 30 de setembro, a Bovespa tinha US$ 959,5 bilhões, contra
US$ 1,02 trilhões no dia 13 de outubro, crescimento de US$ 68,0 bilhões.
O mercado norte-americano, no mesmo período, registrou queda
de valor de mercado de US$ 1,16 trilhões, valor superior ao de todas as
empresas brasileiras de capital aberto. As sete bolsas da América Latina
acumulam valor de mercado de US$ 2,19 trilhões no dia 13 de outubro.
Os papéis da
Petrobras subiram mais de 10% nesta segunda-feira 13, comemorando apoios ao
candidato do PSDB, Aécio Neves, declarados no fim de semana, e pesquisa que
apontou o tucano com 17,6 pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT). Leia
reportagem do portal Infomoney abaixo:
Dia de euforia: Petrobras sobe
mais de 10% e 19 companhias superam 5% de alta
Por Leonardo
Silva • Marina Neves
SÃO PAULO - A sessão desta
segunda-feira (13) foi de muita euforia na Bolsa, com o Ibovespa fechando com
alta de 4,78%, a 57.956 pontos. Chamaram atenção do mercado nesta sessão as
ações das estatais e dos bancos, que dispararam em meio a 19 ações que
superaram alta de 5%. Vale mencionar que em meio à tanta euforia, apenas 5
ações, das 69 companhias do principal índice da Bolsa brasileira fecharam em
queda.
As ações das estatais e bancos foram impulsionadas pelo apoio
de Marina Silva (PSB) a Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno das eleições
presidenciais, que ocorrerão no dia 26 de outubro, além da pesquisa eleitoral
Sensus, que mostrou grande diferença entre os candidatos à presidência, com o
candidato do PSDB liderando a disputa com 17 pontos de vantagem.
E entre todas as 63 ações que fecharam no positivo, as ações
da Vale também "respiraram", impulsionadas pelo preço do minério de
ferro, principal produto da exportadora - que se destoou das outras companhias
que possuem perfil exportador, que reagiram a nova queda do dólar nesta sessão
e fecharam em queda. Ainda no lado verde da Bolsa, as ações da Light
repercutiram um possível reajuste nas tarifas da companhia.
Estatais
As ações das estatais dispararam nesta sessão, reagindo ao
agitado noticiário eleitoral do final de semana. No sábado, a pesquisa Sensus
mostrou uma diferença de 17,6 pontos percentuais entre o candidato Aécio Neves
(PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele aparece com 58,8% dos votos
válidos e a petista Dilma Rousseff, com 41,2%.
"Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves,
observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff",
afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. A pesquisa mostra que o
índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%.
A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. De acordo com Guedes, a rejeição torna
praticamente impossível uma reeleição de Dilma.
Além da pesquisa eleitoral, no domingo, a ex-candidata à
presidência do PSB, Marina Silva, oficializou o seu voto e o seu apoio ao
candidato tucano à presidência Aécio Neves (PSDB).
Além da Petrobras (PETR3, R$ 20,75 +9,96%; PETR4, R$ 22,13,
+10,54%), vale mencionar a alta nos papéis de Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,48,
+10,86%), Eletrobras (ELET3, R$ 7,15, +6,08%; ELET6, R$ 10,55 , +7,43%).
Nesta sessão, as ações da Petrobras chegaram a subir mais de 11%, sendo que a
última vez que isto ocorreu foi na segunda-feira do dia 6, um dia após o
primeiro turno mostrar que a próxima fase da disputa seria entre Aécio e Dilma.
Setor financeiro Seguindo o mesmo movimento das estatais, as
ações dos bancos também registraram altas repercutindo o cenário eleitoral.
Assim como a Petrobras, as ações de Bradesco (BBDC3, R$ 38,18, +6,59%; BBDC4,
R$ 39,30, +8,20%) e Itaú (ITUB4, R$ 38,00,+7,56%), são as companhias que mais
reagiram ao "Rali Eleitoral".
Além dos
bancos, vale mencionar as ações da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,95, +7,65%),
seguindo o fluxo extremamento positivo do índice.
Vale (VALE3, R$ 27,49, +4,72%: VALE5, R$ 24,10, +4,87%)
Seguindo a mesma euforia da Bolsa e reagindo ao preço do minério de ferro, as
ações da Vale fecharam a sessão com forte alta nesta sessão. O principal
produto da exportadora iniciou a semana com forte alta, avançando 4% para US$
83,1 por tonelada.
Além disso, a mineradora deve repercutir os bons dados
divulgados sobre a economia da China. Em agosto, a balança comercial da China
registrou superávit de US$ 49,8 bilhões, ante US$ 47,3 bilhões em julho,
segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O resultado veio
acima das expectativas, que projetavam um superávit de US$ 42 bi.
Exportadoras Destoando das altas do dia, as ações de outras
companhias exportadoras, fora Vale e siderúrgicas, fecharam com perdas nesta
sessão, em meio à queda do dólar. Dado o perfil exportador das empresas, um
movimento como esse é visto como desfavorável, já que as receitas dessas
companhias são atreladas à moeda norte-americana. Hoje, o dólar fechou com
queda de 1,27%, cotado a R$ 2,39.
Vale mencionar a queda nos papéis da Embraer (EMBR3, R$
21,10, -4,48%, que liderou as perdas do Ibovespa, além de Fibria (FIBR3, R$
24,38, -3,71%) e Suzano (SUZB5, R$ 8,94, -2,61%).
Light (LIGT3, R$ 21,44, +2,10%) Para além do cenário
político, destaque também para a alta das ações da Light. No radar da companhia
seguiu a informação de que a companhia, que atua no Rio de Janeiro, pode ter um
reajuste em suas tarifas superior a 25% em novembro, disse O Globo.
Durante reunião com investidores no início de outubro, o
diretor Financeiro e de Relações com Investidores do grupo, João Zolini, disse
que a exposição involuntária da companhia em 2013 ficou em 140 e 160 megawatts
(MW) médios e em 2014 de 330 MW médios.
Fonte:
Brasil
247.














