Claro, Algar, Telefónica/Vivo e
TIM se inscreveram e entregaram propostas.
Leilão do 4G, na faixa de 700 MHz, está marcado para 30 de setembro.
A operadora de telefonia Oi informou
nesta terça-feira (23) em comunicado que não vai participar do novo leilão do
4G, marcado para a próxima terça-feira (30). Apenas quatro empresas entregaram
propostas para o leilão: Claro,
Algar (CTBC), Telefónica/Vivo e TIM. A Nextel também anunciou que não
participará.
O prazo de inscrição se encerrou às 10h
desta terça, o que significa que nenhuma outra empresa, além dessas quatro, vai
poder participar. O governo vai oferecer no leilão do dia 30 de setembro lotes
ou “pedaços” da faixa de 700 MHz (megahertz) para que, nela, as vencedoras
ofertem o 4G (quarta geração da banda larga).
Porém, essa faixa é hoje ocupada por
canais de TV, que deverão sair para a entrada das operadoras. O edital prevê
que o serviço de banda larga só comece 12 meses após a saída de todas as
emissoras.
A desistência da Oi surpreendeu o setor. No comunicado, ela informa que, entre os
motivos para desistir do leilão, está a possibilidade de a faixa de 700 MHz só
estar totalmente liberada para a oferta do serviço de banda larga de 4G a
partir de 2019, o que pode significar demora para reaver os investimentos.
“Nesse sentido, e considerando que a
faixa leiloada só poderá ter utilização plena em 2019, a Companhia [Oi] decidiu
manter a sua estratégia de investimento em projetos estruturantes de rede que
atendam aos objetivos de melhoria do nível de qualidade e percepção dos
serviços prestados aos seus clientes no acesso fixo e móvel e reforçar os
investimentos em aumento de cobertura e capacidade da rede móvel e na expansão
de banda larga e TV paga, numa lógica multiprodutos e convergência a nível
nacional”, diz a Oi no comunicado.
A Nextel também confirmou a ausência,
mas não descartou a partipação em futuros leilões. "Já foi divulgada,
inclusive, a intenção de se licitar outros espectros (faixas) ainda
disponíveis, como por exemplo o de 1.800 MHz na Grande São Paulo. Assim, a
Nextel reitera que continuará atenta a toda oportunidade de investimento para
crescimento e desenvolvimento do negócio”, diz a empresa, em nota.
No último dia 15, a NII Holdings, dona
da marca Nextel na América Latina, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, mas informou que a subsidiária no Brasil
não faz parte do processo.
O ministro das Comunicações, Paulo
Bernardo, lamentou a desistência da Oi. "Notícia ruim, Achávamos que eles
fariam o maior esforço para participar [do leilão]", disse Bernardo. Ele
apontou, porém, que ainda pode haver competição, entre as quatro empresas que
apresentaram propostas nesta terça, por lotes que eventualmente não forem
arrematados na primeira fase do leilão. "Lembre que, pelas regras do
leilão, uma empresa pode comprar mais de uma faixa após a primeira rodada",
disse.
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Fonte: G1.













