Ao abrir na terça-feira a convenção do PROS em
Brasília, o ex-ministro Ciro Gomes — que era do PSB antes de se filiar a nova
legenda — adotou uma postura dura e crítica em relação à ex-ministra Marina
Silva, que é pré-candidata à Vice-Presidência da República na chapa do
socialista Eduardo Campos.
Sem economizar palavras,
Ciro disse que tem “nojo” da superficialidade com que ela trata alguns temas do
país. Em 2003, ele e Marina integraram o primeiro time de ministros do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Diante da admiração de um
pedaço importante da sociedade brasileira, os artistas e os intelectuais, a Marina
desconhece que o agronegócio paga a conta. Tenho nojo a esse tipo de discurso,
que é até simpatiquinho (sic), mas é mentira — disparou Ciro, no palanque.
Em coletiva concedida após a
abertura, o ex-ministro criticou os rumos daeconomia do
país e afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deveria ter saído
da pasta desde o ano passado.
´AVENTURAS´ DE
CAMPOS
Ciro destacou, no entanto, que
não apoia nem
o modelo dos tucanos para a economia nem o que chamou de “aventuras pessoais”
de Eduardo Campos. Assim sendo, informou que apoiará a candidatura da
presidente Dilma Rousseff à reeleição.
— A economia brasileira está
parada. Em 2003, o Brasil fez uma renúncia fiscal de R$ 82 bilhões, e a
economia estava menos ruim do que neste ano. A renúncia concentrou-se em três
oligopólios. Este ano, com a economia afundando, o Ministério da Fazenda administra
um agravante. Eu nunca vi aumentar juros e fazer arrocho com a economia
afundando. Temos massiva cessação de investimentos privados no Brasil, porque
não oferece segurança, o rumo está errado — disse Ciro. — Evidente que não é
voltar ao modelo tucano, que nos entregou o país com o salário mínimo valendo
US$ 76 e fez privatizações a preço de banana. Nem muito menos aventuras
pessoais do Eduardo Campos, que até ontem estava com a gente. Estou seguro de
que o melhor caminho é por aqui (apoiar Dilma), mas quero mudanças, e mudanças
profundas, da economia.
No evento, Ciro ainda falou
sobre o irmão, que passou mal. Ele afirmou que Cid Gomes, governador do Ceará,
passa bem, mas, por recomendação médica, não compareceu à convenção.
— Ele está bem, mas precisa
se cuidar. Anda trabalhando muito. Tem sofrido agressões injustas e acaba
somatizando — disse.
Fonte: Ceará em Rede.












