A segunda etapa da Operação Lava Jato, que prendeu o doleiro
Alberto Youssef, pode atingir uma das maiores empreiteiras do País: a Camargo
Corrêa, que lidera a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
A Polícia Federal já
identificou, inclusive, o nome do executivo que fazia a ponte entre a
empreiteira e o doleiro, que recebeu R$ 29,2 milhões da empreiteira. Trata-se
do vice-presidente Eduardo Leite, chamado de "Leitoso" em mensagens
apreendidas pela PF.
Além das transferências da
Camargo a Youssef, foram também identificados repasses de R$ 3,9 milhões de
outra grande empreiteira, a OAS, ao doleiro.
No entanto, a PF aponta,
segundo reportagem de Mario Cesar Carvalho, que Leite era o nome mais próximo a
Youssef no mundo da construção pesada. O doleiro teria até adiantado recursos a
ele. "Tô com um pepinão aqui na Camargo que
você nem imagina. Cara me deve 12 paus [R$ 12 milhões ou US$ 12 milhões], não
paga. Pior que diretor é amigo, vice-presidente é amigo", disse.
Executivos da Camargo também já
foram alertados pelo ex-ministro Marcio Thomaz Bastos para que se
"preparem para o pior" (leia reportagem do 247 a respeito). Até
grandes acionistas da companhia, como Luís Nascimento, estão preparados
para todas as hipóteses e temem ser enquadrados na Lei Anticorrupção,
recentemente aprovada, que pune donos de empresas acusados de desvios.
Fonte: Brasil 247.














