sábado, 15 de junho de 2013

Uma caçada sem fim: Em posse no TRE-CE, Cid não dá detalhes sobre milícias.

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O governador Cid Gomes compareceu à posse e, mesmo tendo sido perguntado, não deu detalhes sobre "milícias".

Em cerimônia lotada de políticos, na tarde de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) ganhou novo comando. Foi empossada na presidência da Corte a desembargadora Iracema do Vale, ex-integrante dos quadros do Ministério Público, que anunciou como prioridades da gestão o cadastramento biométrico de eleitores, a construção da nova sede do TRE-CE e a organização da disputa do próximo ano.
            Será a primeira vez em que a Lei da Ficha Limpa valerá no pleito para governador e presidente da República. A nova presidente do TRE disse que, apesar de algumas mudanças na composição do pleno da Corte, o nível de rigidez contra candidatos ficha suja será mantido. Sem querer polêmica, perguntada pelo O POVO, ela não quis se pronunciar sobre a tentativa do Congresso Nacional de barrar a criação de novos partidos e o alto número de prisões de prefeitos e gestores públicos por corrupção no Estado.

            O novo vice-presidente do Tribunal, desembargador Abelardo Benevides, também já traçou os desafios do mandato, que dura dois anos: elaborou cronograma de inspeções em cartórios do Interior, para tentar agilizar o andamento de processos eleitorais. “Hoje há situação constrangedora. Os processos são julgados faltando seis meses para o político deixar o mandato. A gente faz essas inspeções pedindo que se dê prioridade a casos que têm implicações mais graves”, afirmou.
Cid e RC presentes
           
            Autoridades e políticos governistas e opositores se aglomeraram na posse – entre eles, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, o governador Cid Gomes (ambos do PSB). Mesmo insistentemente perguntado, Cid disse não ter detalhes sobre as “informações” (ver Bate-Pronto) que o Palácio da Abolição teria recebido a respeito de possíveis milícias infiltradas na manifestação “Fortaleza Apavorada”, na última quinta-feira.


            Três dias antes do protesto por mais segurança na Capital, o Executivo lançou nota em que pedia para os manifestantes não levarem crianças para o ato, por suposto risco de haver ações violentas de “grupos partidários e marginais de uma milícia” que teriam se infiltrado no movimento. O “Fortaleza Apavorada” ocorreu de forma pacífica.
Bate-pronto

Que “milícia” o governo diz que se infiltraria no “Fortaleza Apavorada”?
Cid Gomes - O que houve foi notícia de que teriam pessoas infiltradas. O governo teve a preocupação de alertar. 


A nota falava em partido infiltrado. Quais?
Cid - A informação é que partidos se infiltrariam. Alertamos, pedimos acompanhamento. A notícia é que teriam. Não tenho detalhe.


Não é vago acionar Ministério Público com base nessas informações?
Cid - Não era provável que tivesse movimentos políticos infiltrados ali? A nota cumpriu com o objetivo, que era respeitar o movimento e que acontecesse em paz. Talvez se nós não tivéssemos soltado a nota, movimentos políticos teriam se infiltrado, movimentos militares teriam se infiltrado.


Que peso esse tema terá na eleição de 2014?
Cid - Não tô preocupado com isso, sinceramente.


Não está preocupado por estar muito confiante?
Cid - Não, não, não. Veja bem. Eu (pausa) não acho razoável que seja misturado política com segurança.


Fonte: O Povo.
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