Em nota, Governo acusa "grupos partidários e marginais" de se
infiltrar em ato marcado para quinta. Palácio admite que "alguns crimes
cresceram de forma intolerável".
Num
dos mais relevantes pronunciamentos sobre segurança nos seis anos e meio do
governo Cid Gomes (PSB), o Palácio da Abolição divulgou nota na qual acusa
“grupos partidários e marginais” de se infiltrar no movimento “Fortaleza
Apavorada”. Tais segmentos seriam parte de “milícia” que existiria na Polícia e
teriam intenção de “provocar violência e gerar repressão” durante ato contra a
criminalidade marcado para quinta-feira, 13.
O
texto é assinado pelo secretário-chefe de gabinete de Cid, Danilo Serpa, e
informa que foi feito apelo para que Tribunal de Justiça, Ministério Público e
Assembleia Legislativa enviem observadores ao protesto.
A nota aponta a inserção da milícia
no movimento como expressão “da corrupção e do oportunismo” e afirma que o
alerta tem objetivo de “prevenir que pessoas inocentes possam ser feridas ou
mesmo sofrer algo mais grave”. Pede ainda aos participantes que evitem levar
crianças e que não aceitem provocações de “indivíduos infiltrados”. O governo
destaca, contudo, respeitar e julgar bem-vinda a “iniciativa dessa fração da
sociedade fortalezense”.
O Palácio diz ter “consciência e
humildade de reconhecer que alguns crimes cresceram de forma intolerável” – com
destaque, conforme a nota, para assalto a mão armada, nas áreas nobres, e
homicídios, nos bairros mais pobres. Ressalta, porém, que o governo Cid foi o
que mais investiu em segurança na história e elenca série de ações. Entre as
“vitórias no combate ao crime”, aponta a queda do número de sequestros de 26 no
início do mandato para dois por ano em 2012.
Uma das idealizadoras da página, a
arquiteta e urbanista Eliana Braga disse ao O POVO que a
nota é “ridícula do começo ao fim”. “A intenção dele (governo) foi amedrontar o
cidadão para que não vá às ruas protestar contra a política de segurança
pública. Quero registrar minha tristeza e indignação. É um golpe baixo”. Para
ela, divulgar investimentos não basta. “O que quero é sentir na pele, poder ir
num supermercado sem ser assaltada, deixar minha filha sair à noite sem deixar
de dormir. Enquanto isso não acontecer, esses números são conversa para boi
dormir”. No Facebook, a nota tinha, até às 22h20min, 392 compartilhamentos e
220 comentários.
O
quê
ENTENDA
A NOTÍCIA
No último dia 20 de maio, o
ex-governador Ciro Gomes, irmão do governador Cid Gomes, afirmou que há milícia
que atua na Polícia Militar, sob comando do vereador capitão Wagner. Ministério
Público pediu investigação do caso.
Como
surgiu
O movimento “Fortaleza Apavorada”
começou com grupo fechado, na rede social Facebook, na Internet. Cerca de um
mês após a criação, a página do grupo foi excluída, duas vezes, pela
administração da rede social. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público
Federal. Após as seguidas exclusões, o moderadores do grupo criaram fan page
(página de fãs) para abrigar as publicações dos membros.
O governo informou ontem que os perfis de
Cid e de seu irmão, Ciro Gomes, também foram excluídos do Facebook, o que é
atribuído ao “mesmo grupo de marginais” supostamente infiltrado.
Serviço
Quando: Quinta-feira, 13/6 - Onde: o
trajeto previsto para a manifestação vai da av. Barão de Studart à av. Beira
Mar
Veja a
íntegra da nota http://bit.ly/18pPWHm
Fonte: O Povo.













