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Especialistas projetam 5 mil óbitos no Ceará até o fim de maio, mas não é possível dizer quando será o pico

Em comunicado, o instituto assegura que o anticorpo desenvolvido ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes. (Foto: Pixabay)
A Prefeitura de Fortaleza divulgou o boletim epidemiológico e um estudo de projeções da pandemia de Covid-19 tanto no Estado quando na Capital, em coletiva, na manhã desta quinta-feira, 7. Especialistas apontam que até 5 mil mortes podem ser esperados no Ceará até o final de maio. Fortaleza deve concentrar 4 mil mortes.

As informações foram apresentadas pelo professor José Soares de Andrade Júnior, do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará e cientista-chefe da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) em parceria com o governo estadual. Segundo ele, é possível ver que o primeiro decreto, de 19 de março, achatou a curva, mas o crescimento ainda é exponencial, principalmente, nas últimas duas semanas. 

Ele analisa que a doença apresenta quatro fatores que têm influenciado no rápido crescimento dos números. Eles seriam, a existência de pessoas assintomáticas, que ou não têm sintomas ou os apresenta de forma leve, a alta eficiência de contágio, o grande tempo de incubação, que pode variar de 7 a 14 dias, e alta mobilidade entre as pessoas. Com isso, o cientista afirma que a pandemia seria "sem precedentes, invisível e silenciosa".

No modelo de pesquisa analisado, características da população como idade, comorbidade, mobilidade urbana e, agora, IDH são percebidas e consideradas. "Nós estamos observando isso, não mais um modelo linear e isso aconteceu pela explosão dos casos, especialmente letais, em outras regiões de Fortaleza e no interior do Estado", afirmou o cientista.

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O número de casos e mortes que ainda em esperam do resultado podem aumentar ou diminuir essa estatística. Em Fortaleza, como apresentado na mesma reunião, tem 1264 pessoas esperando resultado de Covid-19, mas a taxa de positividade está em 72%. Diante dos números, o professor defende medidas mais duras para conter o avanço. " O lockdown se vê necessário especialmente na cidade Fortaleza nesse momento", completou o Soares.

Ainda não é possível prever o pico da doença

Com os sistemas de saúde tanto privado quando público no limite ou próximo dele, o pico, ou momento mais crítico tem preocupado. Previsões anteriores apontavam o final de abril como esse período, mas ainda não se concretizou, segundo os especialistas. José Soares ressalta que não ser possível, agora, prever esse pico, porque, com as medidas mais restritivas do novo decreto, as circunstancias foram alteradas.

"O que nós sempre tentamos fazer é achatar o pico dentro de um determinado contexto de isolamento social, cada vez que isso fica mais restritivo, mais achatado e mais próximo esse pico se torna', afirmou ele.

O Povo

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