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Motorista que agrediu mulher após discussão no trânsito é conduzido à delegacia para depor

Mulher foi agredida a caminho do trabalho após reclamar de uma manobra proibida.
O motorista que cuspiu no rosto de uma auxiliar de consultório e bateu nela após discussão de trânsito no bairro Papicu, em Fortaleza, vai responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por injúria e lesão corporal. Ele foi conduzido pela polícia até o 15º Distrito Policial na tarde desta terça-feira (27) para prestar depoimento.

Após discutir com o motorista, Débora Lino de Oliveira Rocha foi seguida por ele até o trabalho. Um vídeo feito por uma testemunha mostra o momento em que Débora levou um soco e um cuspe no rosto e também xingada.

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o aposentado Antônio Marcos Freitas, 51 anos, relatou que as agressões foram respostas às ofensas sofridas por ele pela auxiliar de consultório. 

"Foi ação e reação. Ela freou atrás do meu carro, eu pensei que ela tinha batido no meu carro, porém, não tinha batido. Mas quando eu olhei, ela já estava fazendo gestos obscenos, já estava falando palavras de baixo calão, e foi embora (...) Quando eu parei, falei com ela já foi já falando palavrões (...) e eu acho que, tudo que aconteceu, foi um ato de reação", conta o aposentado.

Antônio Marcos disse que Débora "devia ter pensado antes de xingar". "Ela me cuspiu, depois eu cuspi. Eu acho que nada justifica a violência, seja qual tipo que for. Violência não justifica. Ela também devia ter pensado antes de xingar (...). Eu a desculpo porque não sei qual era o momento que ela estava passando. Peço perdão a todas as mulheres. Perdão! Não é da minha índole. Agora vou fazer um pedido: não se escondam por trás da lei que protege a mulher", disse.

O homem foi encontrado dentro da residência dele, um apartamento na Praia de Iracema, após investigações da polícia. A vítima e testemunhas também foram chamadas para depor.

Discussão e perseguição

Débora Lino de Oliveira Rocha conta que estava seguindo para o trabalho quando no cruzamento da avenida Santos Dumont com rua Otávio Lobo, foi trancada pelo motorista. 
Ela relata que, após ser ofendida pelo motorista, fez um gesto obsceno para ele. "Infelizmente, eu soltei um gesto obsceno e aí segui o meu caminho até o meu trabalho e depois percebi que ele estava me seguindo, passando por cima de calçada, de tudo para tentar chegar até o meu carro", relata.
Após chegar ao trabalho e estacionar o carro, Débora conta que o motorista parou ao lado e ameaçou agredi-la. "Quando eu estacionei o carro na frente do meu trabalho, ele parou do meu lado, desceu do carro e disse: 'você vai levar uma surra'. E aí, ele veio para cima de mim, me cuspiu e depois quando eu ia revidar esse ato, ele socou o meu nariz".

Diário do Nordeste

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