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Empresário que comandava tráfico de drogas na Serra da Ibiapaba é preso

Cerca de 16 quilos de maconha foram apreendidos nessa operação (Foto: Gabriela Feitosa/Especial para O POVO)
Empresário do ramo da construção civil, locação e prestação de serviços, Vitor Marques Tomaz foi preso na última quarta-feira, 9, após investigações da Polícia Civil em conjunto com a Delegacia de Crateús, apontarem Vitor como um dos mandantes do tráfico de drogas na Serra da Ibiapaba. Ele e mais duas outras pessoas envolvidas estão detidos na Delegacia de Capturas (Decap) aguardando audiência.

As informações foram divulgadas em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 14.
Conforme informações do delegado do caso, Pedro Viana, Vitor era quem repassava drogas para Paulo Martins Brás, outro empresário preso após ser flagrado com 20 quilos de maconha. “Em uma escala hierárquica, Vitor está acima de Paulo”, afirma Viana. Não somente Paulo recebia os entorpecentes de Vitor, como também Francisco Jean Souza Almeida. Francisco e Vitor foram presos juntos dentro de um carro, onde também foi achada pequena quantidade de maconha.

Além dos dois últimos, o agricultor Carlito de Paiva Souza também foi autuado. Ele era caseiro em um sítio de Tianguá, o Sítio Riachinho, onde, segundo o processo, Vitor Marques escondia as drogas. “Essa droga ficava dentro de baldes enterrados no terreno”, conta o delegado. No dia da prisão de Paulo Martins Brás, era Vitor quem estava fazendo a entrega, mas a Polícia não conseguiu prendê-lo. Ele sempre fazia a entrega das drogas pessoalmente.

Após a prisão de Paulo Martins e Erivalda Pereira, cúmplice que ajudava Paulo a esconder os quilos da droga, a delegacia de Crateús começou a trocar informações com a Divisão do Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), em Fortaleza. “Através de um trabalho de inteligência, troca de informações, em parceria com a Polícia Civil”, contou o titular da delegacia regional de Crateús, Renê Gomes Mesquita.

Para chegar até Vitor Marques, a Polícia já havia iniciado um trabalho de investigação anterior. Segundo o delegado da Polícia Civil, ele “gastava muito dinheiro, esbanjava. Tem um vídeo dele mostrando isso”. O vídeo circulou pelas redes sociais. A empresa pela qual Vitor respondia como dono é reconhecida e tem registro. O que os policiais acreditam é que ela foi utilizada como fachada para os crimes. “Essa empresa já concorreu em licitações”, afirma Pedro Viana.

Os envolvidos nessa rede traficavam em cidades da Serra da Ibiapaba, como Ubajara e Tianguá. Os delegados do caso não descartam a participação de outras pessoas, e o inquérito segue aberto para investigação. A origem dos entorpecentes ainda não foi descoberta. O que se sabe é que a região da Serra da Ibiapaba é uma das rotas de drogas no Ceará, principalmente pela BR-222, que interliga o Ceará a estados como Pará e Maranhão.

O Povo
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