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Professores aprovam o uso de plataformas digitais durante período de distanciamento social

Os professores da rede pública estadual cearense tiveram que adaptar suas rotinas de trabalho após a paralisação das atividades presenciais nas escolas, ocasionada pela necessidade de distanciamento social. A Secretaria da Educação (Seduc) vem apontando diretrizes para que o processo de ensino e aprendizagem não seja interrompido durante este período. As boas práticas desenvolvidas pelos educadores, que incluem o uso de plataformas digitais para ministrar o conteúdo e manter contato com os estudantes, vêm sendo repercutidas em uma série de encontros virtuais ao longo do mês de maio, em formato de palestras, colóquios temáticos e fóruns para trocas de conhecimentos, na ação denominada Conexão Seduc.

Larissa Azevedo leciona Espanhol na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Visconde do Rio Branco, onde também é Professora Diretora de Turma, e na EEMTI Johnson, ambas situadas na área da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor) 2. Ela considera que o uso das plataformas tem sido muito satisfatório.

“Fiz vídeos tutoriais ensinando os alunos desde o momento de baixar o aplicativo Google Classroom até entrar na sala, acessar e enviar as atividades. Também fiz vídeos para os professores ensinando como postar o material para os alunos e, depois, como acessar as tarefas respondidas, corrigi-las e devolvê-las. Como eu já conhecia a plataforma, pra mim foi tranquilo”, avalia.


Com a ajuda de outros Professores Diretores de Turma, explica Larissa, foram criadas as salas e organizadas as disciplinas. Na sequência, iniciou-se a fase de adaptação. “Hoje os alunos já estão bem adaptados ao Classroom. Começamos a utilizar também outras ferramentas para aulas ao vivo. No início, para ganhar adesão dos meninos e trazê-los para esse meio, optamos pelas plataformas que eles já usam: Youtube e Instagram. No momento, estamos com processo de migração para o Google Meet, pois percebemos que nos aproxima mais ainda, já que o aluno tem a oportunidade de falar pelo microfone ou chat, além de ver os colegas e o professor”, esclarece.

O retorno tem sido muito satisfatório, na avaliação de Larissa. Semanalmente, são feitas reuniões com o grupo gestor da escola, para o acompanhamento dos alunos em relação à adesão às plataformas, frequência nas lives e entrega de tarefas. “Fizemos uma atividade avaliativa pelo Google Forms, outra ferramenta que aprendi a usar e que depois ensinei aos demais professores e alunos, com objetivo de observar se realmente os meninos estão aprendendo o que está sendo ensinado”, aponta.

“Nada se compara às aulas presenciais, mas como infelizmente no momento não podemos, temos que abraçar essas ferramentas e buscar nos aprimorar para levar o conhecimento aos nossos alunos da melhor maneira possível”, conclui Larissa.
Adaptação

Na localidade de Taperuaba, distrito de Sobral, área da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 6, o professor Wilson Rodrigues, que ensina as disciplinas de Química e Matemática na Escola de Ensino Médio (EEM) Deputado Cesário Barreto Lima, também relata bons resultados com o uso das plataformas online.

Em meados de março, ele conta, a escola já estava se encaminhando para o encerramento do primeiro bimestre, com as atividades de revisão e avaliação dos alunos. “Foi quando ocorreu a suspensão das aulas presenciais. Já neste período, eu comecei a utilizar o Google Forms, plataforma que permite criar atividades e questionários online com itens, e enviá-los para os alunos por meio de um link. Abordamos os assuntos que já tinham sido trabalhados”, lembra.

Quando as diretrizes da Seduc foram lançadas, com a disponibilização de outras ferramentas, Wilson passou a utilizar o Hangout e o Meet, seguindo um cronograma semanal de aulas. “Informo no grupo de Whatsapp da turma alguns dias antes, para que eles possam se programar. No dia da aula, reforço o aviso e envio o link de acesso. Temos algumas regras como, por exemplo, manter os microfones deles desligados, para evitar barulhos externos. Lanço perguntas e peço a eles que respondam, às vezes direcionando a pergunta a um determinado aluno, sempre instigando a participação de todos. Deixo alguns minutos antes do fim da aula para eles interagirem entre si, de forma que mantenham o vínculo, vendo um ao outro”, considera.

Wilson também criou um canal no Youtube para postar videoaulas. A intenção é disponibilizar o conteúdo àqueles que tiveram problema de internet na hora da aula, além de possibilitar aos demais a revisão do assunto. “Gravo todas as aulas dadas ao vivo no Meet. E depois de postar os vídeos no Youtube, encaminho atividades aos alunos por meio do Classroom. Eu recebo as notificações dos que me mandaram de volta e as corrijo, dando retorno em seguida. Vamos conversando e tentando melhorar o rendimento geral da turma. Os alunos estão gostando das aulas e da possibilidade da interação”, destaca.

Na visão de Wilson, as ferramentas digitais têm muito a contribuir para a melhoria do processo pedagógico. “Acredito que a pandemia vai passar e as novas tecnologias vão ficar. Como tenho certa facilidade com essa área, realizei uma formação com os meus colegas professores, orientando-os sobre como elaborar as atividades e manusear os programas. Também criei tutoriais aos alunos e professores para entrar via aplicativo e navegador. Parabenizo a Seduc pela iniciativa de divulgar essas ações. Estamos trabalhando diariamente para auxiliar nossos alunos. O ensino público do Ceará permanece sendo de qualidade, mesmo nas aulas remotas. Tem muita coisa boa sendo feita e a sociedade precisa saber disso”, conclui.

Com informações da Seduc

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