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Previsão para chuvas deste ano é mais otimista em relação a 2019

Neste ano, a probabilidade de chuvas acima da média é de 45%; em 2019, era de 40%

A prognóstico de chuvas para 2020 é mais otimista que a previsão anunciada em janeiro do ano passado pela Fundação Cearense de Metereologia (Funceme). O presidente da Fundação, Eduardo Martins, admitiu, durante entrevista, que o cenário em última análise no Atlântico, "é muito favorável para o prognóstico de chuva desse ano". Segundo o gestor, o padrão de aquecimento do oceano hoje é bem mais estabelecido do que ocorria no ano passado em igual período. "Então o prognóstico hoje é mais otimista do que o do ano anterior". 

Conforme números do boletim divulgado pela Funceme hoje, há 45% de probabilidade de o Ceará ter chuvas acima da normal nos meses iniciais da quadra chuvosa, entre fevereiro e abril, deste ano. Conforme o balanço, as chances do Estado ter chuvas dentro do normal é de 35% e de serem abaixo do esperado é de apenas 20%.

Já no ano passado, a Funceme indicou 40% de probabilidade de as chuvas ficarem acima da média, 35% dentro da média e 25% abaixo da média. Ao todo, o Ceará registrou acumulado de 673 milímetros, em 2019, volume considerado dentro da média, que é de 600,7 milímetros.
O presidente da Funceme destacou ainda o contexto deste ano explicando que há um cenário mais favorável relativo ao Sul do Estado, por exemplo. "Nós pudemos observar categorias em torno da normalidade. Em algumas regiões do extremo Sul abaixo da média, temos que lembrar que anos normais são categorizados por uma intensa variabilidade espaço-temporal", acrescentou. 

Eduardo Martins ressaltou que o Oceano Pacifico agora está em condições de neutralidade ou fracamente aquecido. "Isso é bom porque ele não interfere diretamente. O ideal é que ele estivesse frio, o que ajudaria a circulação no Nordeste, mas nesse estado ele não interfere. E o (Oceano) Altântico estando aquecido mais na região equatorial-sul é melhor porque favorece a convergência dos ventos alísios nessa porção mais ao sul, o que implica que a umidade vai ser trazida do Oceano Atlântico para o continente".

Diário do Nordeste
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