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Após polêmica, Bolsonaro diz que intenção não era criticar Carnaval


Presidente Jair Bolsonaro compartilhou vídeo escatológico nas redes sociais. Episódio repercutiu na imprensa internacional
Depois de se tornar alvo de críticas por divulgar vídeo impróprio nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) divulgou nota na qual nega que sua intenção fosse criticar o Carnaval "de forma genérica".

Ainda na noite da última terça-feira, Bolsonaro postou vídeo no Twitter no qual dois homens aparecem supostamente numa festa em São Paulo.

Dançando sobre uma parada de ônibus, um deles introduz o dedo no próprio ânus. Em seguida, ele é banhado por um jato de urina pelo segundo homem, prática conhecida como "golden shower" ou urofilia.

Ao compartilhar o vídeo, o presidente escreveu que não se sentia confortável em mostrar (o conteúdo), mas tinha que "expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades".

O pesselista acrescentou: "É isto que tem virado (sic) muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões".

Ontem, o presidente voltou ao assunto no Twitter. "O que é golden shower?", perguntou. A expressão havia assumido o topo dos termos mais buscados nos mecanismos de pesquisa.
O episódio, que repercutiu na imprensa nacional e internacional, fez os juros e o dólar saltarem ontem, numa resposta do mercado interpretada como sinal de alerta.
Em nota divulgada no começo da noite de ontem, o Planalto negou que Bolsonaro tivesse criticado o Carnaval - nos cinco dias de festa, protestos contra o presidente foram comuns nas capitais brasileiras.

"No vídeo postado pelo sr. presidente da República em sua conta pessoal de uma rede social, há cenas que escandalizaram, não só o próprio Presidente, bem como grande parte da sociedade", registra a nota, que continua: "É um crime, tipificado na legislação brasileira, que violenta os valores familiares e as tradições culturais do Carnaval".

Segundo a assessoria presidencial, "não houve intenção de criticar o Carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular".
O compartilhamento do conteúdo escatológico foi condenado mesmo por aliados do presidente, como o deputado Kim Kataguiri, do DEM de São Paulo.

Também no Twitter, o parlamentar escreveu: "Há muitas boas razões para criticar o Carnaval, não faltam problemas que poderiam ser evidenciados e evitados".
E complementou: "Isso não justifica mostrar uma obscenidade para milhões de famílias por meio de uma rede social sob o pretexto de criticar a festa. Isso não é postura de conservador".
Oposição

O PT vai pedir que a PGR investigue Bolsonaro, disse ontem o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP): "A lei 13.718, recentemente aprovada, tipifica o crime de divulgação, sem o consenti-mento da vítima, de cena de sexo, nudez ou pornografia".

HENRIQUE ARAÚJO – O Povo
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