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Adiada decisão sobre forças federais no Ceará durante as eleições


O governador Camilo Santana (PT) informou no Facebook que, após reunião com o comando do TRE no Ceará, ficou decidido que uma nova reunião será realizada para definir sobre o eventual reforço de tropas federais netas eleições para os municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral.

Juízes eleitorais consultados pelo Tribunal recomendam que o Governo do Estado solicite o apoio nessas cidades. Segundo Camilo, um plano estadual de segurança será apresentado ao TRE para avaliar o pedido.

O caso é delicado, pois segurança é um dos temas centrais da campanha deste ano. Nessas horas, o melhor é não confundir gestão com eleição. A solicitação não partiu de partidos de oposição ou de candidatos adversários, mas do Poder Judiciário. É possível que adversários apontem fragilidades locais? Sim, mas isso é do debate. Governistas podem, inclusive, alegar que reclamam por esse reforço há tempos, como parte de uma política nacional contra a insegurança.

Além disso, é fato que existem áreas onde motoristas são obrigados a trafegar de vidros abertos e motociclistas sem capacete; onde famílias são expulsas de suas casas por facções; onde estudantes são impedidos de frequentar escolas porque bandidos não admitem alunos que residam em bairros dominados por quadrilhas rivais.

A polícia procura enfrentar essas situações, mas hoje trava uma guerra particular contra o crime organizado. Diante de tudo isso, e observando os índices elevados de violência no Ceará, é preciso reconhecer que nesses lugares será muito difícil garantir eleições realmente livres de pressões e de intimidações.

Os fatos são o que são, o resto é política e eleição.

Fonte: Tribuna e Plenário 
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