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Adolescente de 17 anos recebeu arma de mandante para matar PM

Soldado da PM foi seguido e abordado enquanto caminhava. Adolescente diz que era proprietário da arma e que a vendeu após o crime

A Polícia Civil procura Josivan Alves de Araújo, 23 anos, mandante do homicídio do soldado da reserva da Polícia Militar (PM) Petronilo Leonardo da Silva Neto, 63 anos. O crime ocorreu por volta das 17h30min do último sábado, 20, no bairro Conjunto Esperança. Nessa segunda-feira, 22, o adolescente se apresentou na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) acompanhado da mãe.
"As investigações apontam que Josivan é o mandante. Ele forneceu a arma para o adolescente procurar o soldado e matá-lo. Sem a intenção de subtrair qualquer objeto", afirma o delegado Renato Almeida, da 11ª delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O adolescente conta outra versão. "A arma, ele diz que a comprou em 2015 e que a vendeu depois do crime na feira da Parangaba por R$ 1 mil. É uma incoerência porque ele diz que ficou escondido em matagal durante todo o domingo (21)", destacou. "A feira é um local que tem muita fiscalização, muita polícia. Pelas circunstâncias, seria impossível disso acontecer e nenhum policial na área ficar sabendo".

Petronilo estava caminhando nas proximidades da praça do bairro quando foi abordado. O adolescente seguia a vítima de bicicleta, desceu do veículo e apontou a arma na nuca do soldado. Após matar Petronilo, o adolescente voltou para casa. 
  
Em depoimento à DCA e DHPP, o adolescente disse que o crime seria uma tentativa de latrocínio, mas imagens obtidas pela Polícia apontam que nada foi roubado. O adolescente chegou a dizer que atirou porque o soldado fez gesto para tirar arma da cintura, mas a Perícia constatou que Petronilo não estava armado. O jovem teria sido convencido pela mãe a confessar o crime.

A Polícia Civil acredita que Josivan, que já tinha duas passagens pela Polícia (tráfico de drogas e homicídio), exerce papel de liderança na comunidade do Beco da Morte. A motivação do crime ainda não foi descoberta, mas uma das hipóteses trabalhadas é de um batismo em uma facção criminosa. Outra hipótese levantada seria uma possível desavença do policial militar com pessoas ligadas a um grupo criminoso. 
RUBENS RODRIGUES

O Povo Online 
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