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Empresário Eike Batista não tem curso superior e pode dividir cela com presos comuns

O empresário Eike Batista, considerado foragido da Justiça após mandado de prisão expedido nesta quinta-feira (26), pode dividir cela com presos comuns, já que não possui diploma de curso superior. A informação é do próprio Eike, em sua biografia " O X da questão".

“Estudei engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha. Rodei o mundo. Falo cinco idiomas. Sou engenheiro por formação, ainda que não tenha completado a graduação. Fui vendedor de seguros”, escreveu o ex-bilionário no livro que foi publicado em 2011.

De acordo com o jornal O Globo, a decisão sobre o presídio que Eike Batista será levado é da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. O empresário é suspeito de participar de esquemas de propinas no governo Sérgio Cabral. Ele é investigado pela Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato.
ENTREVISTA COLETIVA
Durante entrevista na manhã desta quinta-feira (26), a Polícia Federal informou que ficou cerca de que quatro horas na residência do empresário no Jardim Botânico, zona sul do Rio, onde também cumpriu mandado de busca e apreensão. Os policiais deixaram a casa por volta das 10h.

Nesta fase, a operação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação no exterior de cerca de U$ 100 milhões em remessas contínuas de 2002 a 2007, período em que Cabral acumulou R$ 6 milhões, afirmou o Ministério Público Federal. De acordo com a PF, boa parte dos valores já foi repatriada.

Segundo os procuradores, a organização criminosa liderada por Cabral movimentou R$ 39,7 milhões entre agosto de 2014 a junho de 2015.

"O patrimônio da organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral é um oceano ainda não completamente mapeado", afirmou o procurador Leonardo Freitas, coordenador da Lava Jato no Rio, na entrevista.

De acordo com os investigadores, nome da operação, Eficiência, é o mesmo de uma conta bancária de Cabral em Nova York.

Ao todo foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e quatro de condução coercitiva, além de 27 mandados de busca e apreensão de acordo com notas emitidas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Das prisões decretadas nesta fase pelo juiz Marcelo Bretas, da sétima vara federal do Rio, já estão detidos o ex-governador Sérgio Cabral e seus ex-secretários Wilson Carlos e Carlos Miranda. Esse é o terceiro mandado do prisão expedido contra eles.

Até as 11h desta quinta, quatro pessoas haviam sido presas: o advogado Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Flamengo, Thiago Aragão (sócio de Adriana Ancelmo), Álvaro Novis (doleiro) e Sérgio de Castro Oliveira (operador suspeito de abastecer Carlos Miranda). Francisco Assis Neto, outro suspeito de integrar o esquema, ainda não foi localizado.

*Com Folha de S. Paulo e O Globo.
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