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Termelétricas do Pecém podem ter atividades encerradas temporariamente

O Governo do Estado admite que poderá pedir o encerramento temporário das atividades das usinas termelétricas do Pecém para reduzir o consumo de água do açude Castanhão – que abastece Fortaleza e região metropolitana e está perto de atingir o volume morto. As informações são da Tribuna Bandnews FM.
No entanto, outra alternativa cogitada é de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia auxiliem financeiramente o Estado em ações emergências de combate à seca, caso as atividades das usinas sejam mantidas.
A possível medida é uma das alternativas apontadas pela comissão parlamentar da Assembleia Legislativa, que monitora as obras de transposição do Rio São Francisco para amenizar os efeitos da estiagem. Isso pode resultar no racionamento de água da Grande Fortaleza já no começo de 2017.
Segundo o secretário de recursos Hídricos do Estado, Francisco Teixeira, já existe diálogo com Ministério de Minas e Energia e a Aneel, em busca de uma solução para o desligamento temporário das usinas cearenses. Ele destaca que o desligamento temporário das termelétricas é uma possibilidade real, que já foi sinalizada pelo governador Camilo Santana, quando lançou o Plano de segurança Hídrica do Estado no meio do ano de 2016.
“Se você não tem recurso financeiro para fazer grande esforço, pode buscar fontes alternativas para garantir a água para as termelétricas para manter a energia mais barata. A saída vai ser desligar as termelétricas e buscar outras fontes de energias, já que o sistema é interligado. Claro que, segundo o setor elétrico, essas outras fontes de energia seriam mais caras, porque teriam que ligar outras termoelétricas a óleo, que são bem mais caras do que essas do Ceará”.
Segundo o operador nacional do Sistema Elétrico, a usina do Pecém 1 custa R$169s por cada megawatt-hora de energia produzido e a do Pecém 2, R$ 177. Por funcionarem a base de carvão mineral, as usinas do Pecém produzem energia a um custo inferior de outras termelétricas brasileiras, que seriam acionadas caso as do Ceará sejam desligadas.
O desligamento temporário das usinas depende, no entanto, da ocorrência de chuvas no mês de janeiro e do prognóstico da Funceme para a próxima quadra chuvosa. Se a alternativa for mesmo pela desativação momentânea das usinas, a expectativa é de que a autorização do governo ocorra já nas primeiras semanas de 2017.
“Mais tardar no mês de janeiro, eles tomasse a decisão de autorizar o desligamento, poque a autorização de desligamento faz por dentro da técnica. Sem precisar de processo, de questionamento. O Estado quer o diálogo”.
O Governo do Estado, no entanto, já propôs a Aneel uma alternativa para o funcionamento das termelétricas. A ideia é negociar com o setor elétrico o custeio das ações para combater o colapso hídrico e garantir o abastecimento, como a perfuração de poços profundos. Segundo Francisco Teixeira, esta seria a forma de compensar o consumo de água das usinas do Pecém.
“Eu posso construir poços e poços, mas eu preciso de dinheiro. Não adianta o Estado fazer esforço muito grande para garantir termelétricas funcionando, porque tirar a água da população de Fortaleza pra garantir a termelétricas, nós não vamos fazer isso”.
As usinas termelétricas do Pecém têm autorização para consumir até 70 milhões de litros de água por dia, o que daria para abastecer uma cidade de 600 mil habitantes, ou seja, três vezes a população de Maracanaú.
Mas, segundo Francisco Teixeira, as termelétricas do Pecém têm reduzido o consumo de água por conta da crise hídrica do Estado.
A Tribuna BandNews FM buscou a Aneel e Ministério de Minas e Energia para comentar a possibilidade de paralisar momentaneamente as atividades das usinas termoelétricas do Pecém. Até o momento não houve resposta.

Fonte: Tribuna do Ceará
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