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Cai número de prefeitos candidatos à reeleição no Ceará

Desde 2000, quando a reeleição foi permitida para prefeitos no Brasil, o número de candidatos à reeleição no Poder Executivo registrou a maior queda dos últimos 16 anos: somente 54,5% tentam mais quatro anos de mandato. No Ceará, de 135 prefeitos em primeiro mandato, apenas 75 são candidatos à reeleição.
O levantamento foi feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Em junho deste ano, a CNM revelou dados que mostravam interesse de 68,79% dos atuais prefeitos em se candidatar. O resultado oficial, no entanto, mostrou queda das expectativas.
No Ceará, dos 135 prefeitos em primeiro mandato que poderiam disputar reeleição, 60 desistiram de estender o mandato. Esse é o caso, por exemplo, do prefeito do Crato, Ronaldo Mattos; de Aiuaba, Airton Araújo; e de Jaguaribara, Francini Guedes.
“Hoje, os prefeitos, principalmente os de municípios pequenos, apenas administram folhas de pagamento, não têm dinheiro para investimento em nada”, pontua Guedes. Ele afirma que, em 2013, quando assumiu o cargo, a prefeitura já passava por crise, mas a situação se agravou. “O Congresso Nacional legisla para o município desempenhas funções como se tivesse condições”, ressalta, citando ajustes como a obrigação do piso salaria dos professores, como exemplo.
“Meu município é um pouco diferente. Temos uma cidade nova, que foi totalmente planejada com toda infraestrutura, mas para manter essa infraestrutura é caro. A cidade antiga (Jaguaribe) tinha uma praça, a nova tem 12, é toda em paralelepípedos, a iluminação é diferenciada”, pontua.
O relato de Francini se assemelha ao cenário traçado pela CNM. O relatório do órgão aponta como razão para a queda no número de reeleições a crise financeira e a dificuldade em se atender as demandas da população. “Na eleição municipal anterior, em 2012, houve a maior renovação da gestão municipal, desde 2000. Essa grande modificação, ocorreu grande parte em virtude da insatisfação dos eleitores com seus governantes. Agora espera-se um fenômeno semelhante, pois muitos desses gestores de primeiro mandato não pretendem continuar no comando de suas cidades, o que vai ocasionar de novo uma grande mudança nas prefeituras do Brasil”, ressalta o estudo.


Fonte: Tribuna do Ceará
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