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Jovem vive mais de um ano sem um coração em seu corpo

Quem vê o americano Stan Larkin na rua não imagina que o jovem de 25 anos viveu durante 17 meses sem um coração. É isto mesmo que você leu. Desde 2014, Larkin utilizou o SynCardia, um órgão artificial externo que substituiu as funções de seu coração por mais de um ano.
Isso significa que a máquina não precisou ser transplantada para o corpo do jovem. Na realidade, Larkin carregou o aparelho – que pesava cerca de 6 quilos – dentro de uma mochila e, por isso, ele pode ter uma vida normal (tão normal que continuou a jogar basquete).
O dispositivo é oferecido para um paciente quando ambos os lados de seucoração param de funcionar e outros aparelhos cardíacos não podem mais mantê-lo vivo. Foi exatamente o caso de Larkin. Ele e seu irmão foram diagnosticados com cardiomiopatia, uma condição que causa a falência do coração aos poucos.
Em dezembro de 2014, o coração do americano foi retirado e ele se tornou o primeiro paciente do estado de Michigan, nos EUA, a ser equipado com o controlador portátil. A partir de então, o aparelho começou a utilizar ar comprimido para assumir o trabalho do coração de bombear o sangue através de seu corpo.
O jovem finalmente recebeu seu transplante de coração em maio deste ano. Ele descreveu toda a experiência como uma "montanha-russa emocional". Duas semanas após a operação, Larkin disse em um evento na universidade que sentia “como se pudesse iniciar uma caminhada”.
Com mais de 350 pessoas na lista nacional de espera por um coração, umdispositivo deste tipo poderia ajudar a salvar muitas vidas.
O coração bate, em média, 35 milhões de vezes durante um ano. Por isso, criar um substituto artificial para esse órgão não é uma tarefa simples de bioengenharia. 
Em 2011, Billy Cohn, cirurgião cardíaco do Instituto do Coração do Texas, começou a realizar testes com um coração artificial em humanos. Em um deles, um jovem diagnosticado com uma doença autoimune sobreviveu por seis semanas, até que seus rins e fígado começaram a falhar e a família do paciente pediu que o aparelho fosse desligado. 
A história de Larkin teve um desfecho diferente e a tecnologia que substitui o coração humano se mostrou eficaz o suficiente para mantê-lo vivo até que um órgão compatível fosse encontrado. 
Fonte: Exame

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