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Ceará não atinge meta de redução do consumo de água pelo 6º mês

A tarifa de contigência, aplicada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), chegou ao sexto mês seguido sem atingir a meta de redução de 10% no consumo de água em Fortaleza e Região Metropolitana. No mês de maio, o consumo dos municípios caiu somente 4,45%, o que representou uma economia de 547.000 m³, quando comparado com média calculada entre os meses de outubro de 2014 e setembro de 2015.
A tarifa de contigência, que foi criada em dezembro de 2015, é aplicada aos clientes da Cagece que não reduzirem o consumo de água, conforme meta definida mensalmente  para cada consumidor. No último mês de maio, 249 mil clientes tiveram a multa aplicada em suas contas por terem excedido a taxa estabelecida. Segundo a Cagece, foram arrecadados R$ 5,8 milhões com o mecanismo em maio.
O superintendente comercial da Cagece, Agostinho Moreira, explicou que a tarifa vem contribuindo para a economia de água, mesmo que as cidades ainda não tenham atingido a meta neste semestre. Agostinho disse que a Cagece vem desenvolvendo uma série de ações para auxiliar na redução do consumo. No entanto, conforme o superintendente, a população ainda precisa se conscientizar para a importância da economia.
"Nos primeiros meses após a implementação da tarifa foi observado um aumento no consumo. Mas, com as ações de divulgação e sensibilização da população, começamos a reduzir o no consumo, apesar de ainda não termos atingido a meta. A redução mensal foi estabilizada, ficando em torno de 4%. Mas ainda é preciso uma mudança comportamental da população, para que as pessoas tenham maior ciência da imporância de economizar água", comentou.
Conforme dados da Cagece, os consumidores de Fortaleza e RMF conseguiram reduzir cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos desde que a tarifa foi implantada. O valor é equivalente ao que era esperado para os primeiros 40 dias de implantação do mecanismo.
Estimativa para o semestre
Moreira ressalta que a Cagece espera que a meta de redução de 10% seja atingida até o fim deste ano, para evitar racionamento ou cobranças extras. Os próximos seis meses são importantes por não haver perspectiva de chuvas no estado.
"O próximo semestre, tradicionamente, não tem chuvas. Então não devemos ter recargas nos mananciais. Então é preciso uma atenção especial para este período. A Cagece está investindo o valor arrecadado com a tarifa de contigência na prevenção e controle de fraudes e vazamentos na rede de abastecimento. Mas é preciso, sobretudo, da ajuda da população, pois para atingir a meta de redução é preciso um trabalho conjunto e integrado", ressaltou.
De acordo com a companhia, para atingir a meta estabelecida pelo mecanismo de contingência, Fortaleza e cidades da Região Metropolitana precisariam reduzir o volume consumido mensal em cerca de 1,2 milhão m³ do volume médio de água consumido. No total, a média de consumo em Fortaleza e RMF é de 12 milhões de m³.
O que é a tarifa de contingência
A tarifa de contingência é aplicada aos clientes da Cagece que não reduzirem o consumo de água, conforme meta definida para cada cliente e informada nas contas de novembro. O mecanismo, autorizado em novembro do ano passado pelas agências reguladoras no Estado, tem por objetivo estimular a redução do consumo de água durante período de escassez hídrica. A tarifa entrou em vigor na capital a partir do dia 19 de dezembro de 2015, e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no dia 20 de dezembro.
De acordo com as resoluções das agências reguladoras, ficam isentos da cobrança da tarifa clientes que consomem dentro da demanda mínima da categoria de seu imóvel, bem como hospitais, prontos-socorros, casas de saúde, delegacias, presídios, casas de detenção e as unidades de internato e semi-internato de adolescentes em conflito com a lei.


Fonte: G1 Ceará
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