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Ceará já tem 97 casos de microcefalia confirmados; 16 bebês morreram

É o pior ciclo de estiagem do Ceará nos últimos 50 anos. De acordo com pesquisadores, 41 municípios cearenses devem enfrentar o processo de falta de água. O professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Hidraúlica, Nilson Santos, da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirmou que o carro-pipa ainda é a solução para a causa hídrica.
“O carro-pipa é uma realidade histórica e na minha percepção deve persistir por muito tempo. Ele pega água em fontes confiáveis, embora mais afastada, mas ele é uma solução ainda”, comentou o professor em entrevista à Rede Jangadeiro FM.
 De outubro de 2015 a 16 de maio de 2016, o Ceará confirmou 97 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, de acordo com  informe epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) divulgado nesta terça-feira (17).

Do total de bebês com a malformação craniana, 28 morreram; destes, 16 óbitos ocorreram em consequência da microcefalia ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação. Outras 12 mortes continuam em investigação.
De acordo com o boletim, as mortes ocorreram em Fortaleza (10) e nos municípios de Acarape (1), Campos Sales (1), Canindé (2), Cascavel (1), Crateús (1), Iguatu (1), Ipaumirim (1), Jucás (1), Maracanaú (3), Morrinhos (1), Pacajus (1), Quixeramobim (1), Russas (1), Tejuçuoca (1) e Tururu (1).


No período, foram notificados 481 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 231 permanecem sob investigação. Outros 164 foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia e ou malformações confirmadas por causa não infecciosas ou não se enquadrarem na definição de caso.

De acordo com o Ministério da Saúde, esses dados não representam – adequadamente – a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

O Ministério da Saúde ressalta que investiga todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

Microcefalia

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 32 centímetros (até este ano o Ministério da Saúde adotava 33 cm, mas a medida foi alterada de acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde). A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.

Pesquisas

Pesquisadores brasileiros descobriram que o agente infeccioso que se espalhou pelo Brasil é resultado de uma mutação que criou um tipo novo de vírus muito mais perigoso e que ataca as células dos cérebros dos bebês. Segundo eles, esse é uma vírus diferente do que foi identificado em Uganda, na África, em 1947.
"Foram mutações que tornou o vírus zika capaz de entrar no sistema nervoso central das pessoas com mais facilidade. O vírus africano infecta e destrói logo a célula. O nosso vírus opera a diferenciação da célula". explica Amílcar Tanuri, virologista e pesquisados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Assim, a infecção impede que as células troco virem neurônios, que são as células do cérebro. Sem a multiplicação dos neurônios, o cérebro dos bebês não cresce, mostra a pesquisa.


Fonte: G1 Ceará
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