TAPERUABA NOTÍCIAS

terça-feira, 28 de abril de 2015

Equipe da Coelce troca poste danificado em Taperuaba.

Uma equipe da Coelce está em Taperuaba, trabalhando na troca de um poste danificado á poucos dias por um caminhão, por esse motivo a travessa Parcial Barroso está sem energia elétrica, segundo técnicos da empresa o serviço deve ser concluído no máximo até as 15:00hrs. Além da Coelce uma equipe técnica da OI também se encontra no local. 



Prefeitura vai destruir cerca 100 paredões de som apreendidos

Cerca de 100 equipamentos sonoros, conhecidos como "paredões de som", serão destruídos pela Prefeitura de Fortaleza nesta quarta, às 10 horas. Os aparelhos foram apreendidos em fiscalizações realizadas pela Secretária Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) por poluição sonora e uso irregular. Outros 90 equipamentos serão doados a instituições que realizaram uma requisição.

A destruição deve ocorrer no estacionamento da Seuma. Esse é o primeiro descarte de equipamentos sonoros promovidos pela Seuma em 2015 e faz parte das ações em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre Ruído, que ocorre anualmente, na última quarta-feira de abril.

Em 2014, 516 equipamento foram destruídos e outros 114 foram doados a entidades. Em 2013, mais de cerca 90 equipamentos foram descartados.  Em 2013, durante as vistorias realizadas diariamente, foram feitas 846 apreensões de equipamentos.


Os materiais destruídos são encaminhados para empresa especializada em coleta de resíduos eletrônicos. Os componentes são separados e destinados para o setor industrial a fim de serem reutilizados. A madeira e demais materiais seguem para a Rede de Catadores do Ceará. Somente em grandes eventos realizados no ano passado, como Copa do Mundo e Limpa Brasil, coletou 87 toneladas de resíduos.



Fonte O POVO Online 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CUT CEARÁ PROMOVE ATO DO 1º DE MAIO COM FOCO NO PL 4330.

A CUT Ceará deverá comemorar o Dia do Trabalhador, este ano, na Praça da Cruz Grande,  em Parangaba, com o tema " A Cut vai onde o povo está".  O vice presidente da CUT Ceará, Will Pereira, estima que quatro mil trabalhadores estarão mobilizados para o evento. Além da CUT, o ato reunirá outras centrais sindicais e movimentos sociais.
Este ano, o 1º de Maio ocorre em meio à luta dos trabalhadores para derrubar o PL 4330, aprovado pela Câmara Federal e encaminhado agora ao Senado. O projeto de lei que trata da regulamentação dos serviços terceirizados, também significa um retrocesso na legislação trabalhista brasileira, de acordo com avaliação do Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, que inclui  Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos de trabalhadores, CUT, UGT, CTB, NOVA CENTRAL,  INTERSINDICAL, FUP, CONTRAF, INDUSTRIALL, MHUD e entidades representativas do mundo do trabalho como  ANAMATRA,  ALAL, ANPT, ABRAT, ALJT, OAB, SINAIT.
Caso o PL4330 seja aprovado no senado, o movimento pode entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal (STF).
No Brasil, a data comemorativa dos trabalhadores foi consolidada em 1924, no governo de Artur Bernardes. A partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
Fonte: Ceará 247.

SANTAYANNA: PREJUÍZO DA PETROBRAS NÃO É REAL – EMPRESA RESPONSÁVEL PELO BALANÇO DA PETROBRAS ESTÁ ENVOLVIDA EM VÁRIOS ESCÂNDALOS.

Segundo o jornalista Mauro Santayanna, um dos mais experientes e qualificados do País, a Petrobras foi vítima do "domínio do boato" e só assumiu R$ 6 bilhões em prejuízos decorrentes de corrupção porque foi premida pelas circunstâncias e pela necessidade de ter um balanço aprovado por auditoria internacional; "Houve corrupção na Petrobras? Com certeza, houve. Houve necessariamente superfaturamento e prejuízo com a corrupção na Petrobras? Isso é preciso provar, onde, quando e como", diz ele; "e o pior de tudo, é que a maior empresa brasileira apresentou esses resultados baseada, e pressionada, por uma questionável 'auditoria', realizada por uma, também, discutível, companhia estrangeira", diz, lembrando os escândalos que já envolveram a PriceWaterhouseCoopers; leia a íntegra.
O jornalista Mauro Santayanna, um dos mais experientes e qualificados jornalistas brasileiros publicou um importante artigo, em que questiona o prejuízo de R$ 6 bilhões apontado pela Petrobras em seu balanço, como consequência de atos de corrupção.
Santayanna lembra que a empresa foi forçada a realizar essa estimativa, que é apenas uma estimativa, porque se viu premida pela exigência de ter um balanço aprovado por uma questionável auditoria internacional.

Confira, abaixo, a íntegra do seu artigo:

A PETROBRAS E O "DOMÍNIO DO BOATO".
Por Mauro Santayanna


(Jornal do Brasil) - Os jornais foram para as ruas, na última semana, dando como favas contadas um prejuízo de 6 bilhões de reais na Petrobras, devido a casos de corrupção em investigação na Operação Lava a Jato. Seis bilhões de reais que não existem. E que foram colocados no “balanço”, como os bancos recorrem, nos seus, a provisões, por exemplo, para perdas com inadimplência, que, quando não se confirmam, são incorporadas a seus ativos mais tarde.

Não há - como seria normal, aliás, antes de divulgar esse valor - por trás destes 6 bilhões de reais, uma lista de contratos superfaturados, dos funcionários que participaram das licitações envolvidas, permitindo que se produzissem as condições necessárias a tais desvios, dos aditivos irregularmente aprovados, das contas para as quais esse montante foi desviado, dos corruptos que supostamente receberam essa fortuna.

O balanço da Petrobras, ao menos quanto à corrupção, foi um factoide. Um factoide de 2 bilhões de dólares que representa o ponto culminante de uma série de factoides produzidos por um jogo de pressões voltado para encontrar, doa a quem doer, chifre em cabeça de cavalo.

Houve corrupção na Petrobras? Com certeza, houve.

Houve necessariamente superfaturamento e prejuízo com a corrupção na Petrobras?

Isso é preciso provar, onde, quando e como.

E o pior de tudo, é que a maior empresa brasileira apresentou esses resultados baseada, e pressionada, por uma questionável “auditoria”, realizada por uma, também, discutível, companhia estrangeira.

Segundo divulgado em alguns jornais, a empresa de auditoria norte-americana  PricewaterhouseCoopers teria feito uma série de exigências para assinar, sem ressalvas, o balanço da Petrobras, estabelecendo um patamar para a perda com “impairment” e corrupção muito maior que a real, com base, nesse último aspecto, não em dados e informações, mas em números apresentados inicialmente por delatores, tomados como verdade indiscutível, quando vários destes mesmos delatores “premiados” negaram, depois, em diversas ocasiões, peremptoriamente, a existência de superfaturamento.

Essa é uma situação que, se fosse reconhecida no balanço, lançaria por terra a suposta existência de prejuízos de bilhões de dólares para a Petrobras com os casos investigados na Operação Lava a Jato, e ainda mais na escala astronômica em que esses números foram apresentados.

Que autoridade e credibilidade moral e profissional tem a PricewaterhouseCoopers para fazer isso?

Se a Petrobras, não tivesse, premida pela necessidade de responder de qualquer maneira à situação criada com as acusações de corrupção na empresa, sido obrigada a contratar empresas estrangeiras, devido à absurda internacionalização da companhia, iniciada no governo FHC, nos anos 90, e, no caso específico da corrupção, tivesse investigado a história da PwC, que contratou por milhões de dólares para realizar essa auditoria pífia - que não conseguiria provar as conclusões que apresenta - teria percebido que a PwC é uma das principais empresas responsáveis pelo escândalo dos Luxemburgo Leaks, um esquema bilionário de evasão de impostos por multinacionais norte-americanas, que causou, durante anos, um rombo de centenas de bilhões de dólares para o fisco dos EUA, que está sendo investigado desde o ano passado; que ela é a companhia que está por trás do escândalo envolvendo a Seguradora AIG em 2005; que está relacionada com o escândalo de fraude contábil do grupo japonês Kanebo, ligado à área de cosméticos, que levou funcionários da então ChuoAoyama, parceira da PwC no Japão, à prisão; com o escândalo da liquidação da Tyco International, Ltd, no qual a PricewaterhouseCoopers teve de pagar mais de 200 milhões de dólares de indenização por ter facilitado ou permitido o desvio de 600 milhões de dólares pelo Presidente Executivo e o Diretor Financeiro da empresa; com o escândalo da fraude de 1.5 bilhão de dólares da Satyam, uma empresa indiana de Tecnologia da Informação, listada na NASDAQ; que ela foi também acionada por negligência profissional no caso dos também indianos Global Trust Bank Ltd e DSK Software; e também no caso envolvendo acusações de evasão fiscal do grupo petrolífero russo Yukos; por ter, em trabalho de auditoria, feito exatamente o contrário do que está fazendo no caso da Petrobras, tendo ficado também sob suspeita, na Rússia, de ter acobertado um desvio de 4 bilhões de dólares na construção de um oleoduto da Transneft; que foi acusada por não alertar para o risco de quebra de empresas que auditava e assessorava, como a inglesa Northern Rock, que teve depois de ser resgatada pelo governo inglês na crise financeira de 2008; e no caso da JP Morgan Securities, em que foi multada pelo governo britânico; que está ligada ao escândalo da tentativa de privatização do sistema de águas de Nova Délhi, que levou à retirada de financiamento da operação pelo Banco Mundial; e que também foi processada por negligência em trabalhos de auditoria na Irlanda, país em que está sendo acionada em um bilhão de dólares.

Enfim, a  PricewaterhouseCoopers é tão séria - o que com certeza coloca em dúvida a credibilidade de certos aspectos do balanço da Petrobras - que, para se ter ideia de sua competência, o  Public Company Accounting Oversight Board dos Estados Unidos encontrou, em pesquisa realizada em 2012, deficiências e problemas significativos em 21 de 52 trabalhos de auditoria realizados pela PwC para companhias norte-americanas naquele ano.

É este verdadeiro primor de ética, imparcialidade e preparo profissional, que quer nos fazer crer - sem apresentar um documento comprobatório - que de cada 100,00 reais gastos com contratações de 27 empresas de engenharia e infraestrutura pela Petrobras, 3,00 tenham sido automaticamente desviados, durante vários anos, como se uma empresa com aproximadamente 90.000 funcionários funcionasse como uma espécie de linha de montagem, para o carimbo automático, de uma comissão de 3%, em milhares de notas a pagar, relativas a quase 200 bilhões de reais em compras de produtos e serviços.

Desenvolveu-se, no Brasil, a tese de que, para que haja corrupção, é preciso que tenha havido, sempre, necessariamente, desvio e superfaturamento.

Há empresas que fornecem produtos e serviços a condições e preço de mercado, quem nem por isso deixam de agradar e presentear com benesses que vão de cestas de natal a computadores o pessoal dos departamentos de compra e outros funcionários de seus clientes.

Há outras que convidam para encontros e viagens no exterior os médicos que receitam para seus pacientes medicamentos por elas fabricados. E outras, ainda, que promovem - ou já promoveram no passado - em outros países, congressos para funcionários públicos, como prefeitos, deputados e membros do Judiciário.

O montante ou o dinheiro reservado para esse tipo de “agrado” - que, moralmente, para alguns, não deixa de ser também uma espécie de tentativa de corrupção - depende, naturalmente, do lucro que vai ser aferido pela empresa em cada negócio, e do tamanho e potencial de investimento e gasto do cliente que está sendo atendido.

Em depoimento na CPI da Petrobras esta semana, o ex-dirigente da empresa ToyoSetal, Augusto Mendonça Neto, afirmou que pagamentos foram feitos a Paulo Roberto Costa e a Renato Duque, responsáveis pelas diretorias de Refino e Abastecimento e de Serviços, não para que eles alcançassem um determinado objetivo - manipulando contratos e licitações, por exemplo - mas para que não prejudicassem as empresas, já que, em suas palavras: “o poder que um diretor da Petrobras tem de atrapalhar era enorme. De ajudar, é pequeno. Na minha opinião, eles vendiam muito mais dificuldade do que facilidade. Na minha opinião, as empresas participavam muito mais por medo do que por facilidades. ”

Outro delator - devido, talvez, à impossibilidade de provar, inequivocamente, contabilmente, juridicamente, o contrário - o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, já havia voltado atrás, em petição apresentada no dia 9 de abril à Justiça - corroborando afirmações das próprias empreiteiras envolvidas - afirmando que as obras investigadas na Operação Lava a Jato não eram superfaturadas, e que as comissões de 3% eventualmente recebidas eram retiradas do lucro normal das empresas e não de sobrepreço, negando que ele e Alberto Youssef tenham recebido listas com as obras e empresas que seriam vencedoras em cada licitação.  “Isso nunca aconteceu”, disse o seu advogado, João Mestieri, à Folha de São Paulo.

A mesma coisa já tinha sido explicada, didaticamente, em depoimento à CPI da Petrobras, pelo  ex-gerente de implementação da Refinaria Abreu e Lima, Glauco Colepicolo Legatti, no dia 31 de março, ocasião em que negou que tivesse recebido propina, que tivesse qualquer conta no exterior, que tivesse feito transferência recente de qualquer bem para parentes, dando a entender também que poderia colocar seu sigilo bancário à disposição caso necessário.

Legatti negou peremptoriamente que tenha havido superfaturamento nas obras da refinaria, explicou o aumento dos custos da obra devido a adequações de projeto e a características como ser a mais avançada e moderna refinaria em construção no mundo, com uma concepção tecnológica especialmente desenvolvida que permite a inédita transformação de 70% de cada barril de petróleo bruto em óleo diesel, e que ela produzirá, quando terminada, 20% desse tipo de combustível consumido no Brasil - “não tem superfaturamento na obra. Superfaturamento é quando digo que algo custa 10 e vendo por 15. Aqui são custos reais incorridos na obra. Não tem um centavo pago que não tenha um serviço em contrapartida. Não existe na refinaria nenhum serviço pago sem contrapartida ”, afirmou.

Compreende-se a necessidade que a Petrobras tinha de “precificar” o mais depressa possível a questão da corrupção, admitindo que, se tivesse havido desvios em grande escala, estes não teriam passado, no máximo, como disseram dois delatores "premiados", inicialmente, de 3% do valor dos contratos relacionados ao “cartel” de empresas fornecedoras investigadas.

Mas com a aceitação da tese de que houve desvio automático desse mesmo e único percentual em milhares de diferentes contratos sem comprovar, de fato, absolutamente nada, sem determinar quem roubou, em qual negócio, em que comissão, em que contrato, em qual montante, a Petrobras e a PricewaterhouseCoopers levaram os jornais, a publicar, e a opinião pública a acreditar, que realmente houve um roubo de 6 bilhões de reais na Petrobras, que gerou um prejuízo desse montante para a empresa e para o país.

Isso é particularmente grave porque, para as empresas, a diferença entre a existência ou não de sobrepreço, significa ter ou não que pagar bilhões de reais em ressarcimento, no momento em que muitas estão praticamente quebrando e que tiveram vários negócios interrompidos, devido às consequências institucionais da operação que está em andamento.

Para se dizer que houve um crime, é preciso provar que tipo de crime se cometeu, a ação que foi desenvolvida, quem estava envolvido e as exatas consequências (prejuízo) que ele acarretou.

Até agora, no Caso Lava a Jato - que inicialmente era cantado e decantado como envolvendo quase 90 bilhões de reais - não se chegou a mais do que algumas centenas de milhões de dólares de dinheiro efetivamente localizado.

O que não quer dizer que tudo não tenha de ser apurado e punido, até o último centavo.

Essa determinação, que é de toda a sociedade brasileira, não consegue, no entanto, esconder o fato de que, ao inventar, sob pressão de alguns setores da mídia, da opinião pública e da justiça, o instituto da corrupção plural e obrigatória, com percentual tabelado, prazo determinado em número redondo de anos e meses, para início e fim das atividades, em operações que envolvem milhares de contratos de 27 diferentes empresas, a Petrobras e a Price criaram uma pantomímica, patética e gigantesca fantasia.

Pode-se colocar toda a polícia, promotores e juízes que existem, dentro e fora do Brasil, para provar, efetivamente, esse fantástico roubo de 6 bilhões de reais, investigando contrato por contrato, comissão de licitação por comissão de licitação, entrevistando cada um de seus membros, procurando apenas provas lícitas, cabais e concretas, como transferências reais de dinheiro, contas no exterior em bancos suíços e paraísos fiscais, quebra de sigilo telefônico, imagens de câmeras de hotéis e restaurantes, indícios de enriquecimento ilícito, interrogatórios e acareações, ressuscitando e dando vida aos melhores detetives de todos os tempos, de Sherlock Holmes a Hercule Poirot, passando pelo Inspetor Maigret, Nero Wolfe, Sam Spade, Phillip Marlowe, a Miss Marple de Agatha Cristie e o frade William de Baskerville de “O Nome da Rosa”, que não se conseguiria provar - a não ser que surjam novos fatos - que houve esse tipo de desvio na forma, escala, dimensão e montante apresentados no balanço da Petrobras há poucos dias.

Delações premiadas - nesse aspecto, já desmentidas - podem ser feitas no atacado, afinal, bandido, principalmente quando antigo e contumaz, fala e inventa o quer e até o que não quer.

Mas até que se mude de planeta, ou se destruam todos os pergaminhos, alfarrábios e referências e tratados de Direito, sepultando a presunção de inocência e o império da prova e da Lei no mesmo caixão desta República, toda investigação tem de ser feita, e os crimes provados, individualmente.

Com acuidade, esforço e compenetração e sem deixar margem de dúvida.

Todos os crimes, e não apenas alguns.

À base de um por um, preferencialmente.

Com o processo do “mensalão” do PT - o único dos “mensalões” julgado até agora - inaugurou-se, no Brasil, a utilização da teoria do Domínio do Fato, de forma, aliás, absolutamente distorcida, como declarou, a propósito desse caso, o seu próprio criador, o jurista alemão ClausRoxin.

Ele afirmou, em visita ao país, na época do julgamento da Ação penal 470, que “ não é possível usar a teoria do “Domínio do Fato” para fundamentar a condenação de um acusado supondo sua participação apenas pelo fato de sua posição hierárquica. “A pessoa que ocupa a posição no topo de uma organização tem também que ter comandado esse fato, emitido uma ordem inequívoca” - afirmando que o dever de conhecer os atos de um subordinado não implica em co-responsabilidade.

“A posição hierárquica não fundamenta, sob nenhuma circunstância, o domínio do fato”, comentando que “na Alemanha temos o mesmo problema. É interessante saber que aqui também há o clamor por condenações severas, mesmo sem provas suficientes. O problema é que isso não corresponde ao Direito. O juiz não tem que ficar ao lado da opinião pública”. “Quem ocupa posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado”.

O que quis dizer Claus Roxin com isso? Que, para que haja “domínio do fato’, é preciso comprovar, de fato, que houve esse fato.

Com a saída meramente "aritmética" usada no balanço da Petrobras, baseada em uma auditoria de uma empresa estrangeira que, na realidade, pelos seus resultados, parece não ter tecnicamente ocorrido, inaugura-se, no Brasil, para efeito do cálculo de prejuízos advindos de corrupção, uma outra anomalia: a “teoria do domínio do boato”.


Fonte: Brasil 247.

Inscrições para Vestibular 2015.2 da UVA iniciam em 15 de maio.

A Universidade Estadual Vale do Acaraú divulgou o Edital do Processo Seletivo (Vestibular) para o ingresso de estudantes no Semestre 2015.2. As inscrições terão início no dia 15 de maio e prosseguirão até 8 de junho, exclusivamente pela Internet, no endereço vestibular.uvanet.br, onde os candidatos têm acesso também ao Edital completo. Estão sendo ofertadas 875 vagas em 24 cursos de graduação, em Sobral.

De acordo com a Comissão Executiva do Processo Seletivo da UVA (CEPS), as solicitações de desconto ou isenção da taxa de inscrição deverão ser feitas durante a inscrição on-line, somente nos dias 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de maio de 2015. Os candidatos devem, também, entregar a documentação descrita no item 3.4 do Edital, na CEPS, no campus da CIDAO, Avenida Dr. Guarany, 317, Bairro Derby Clube, em Sobral, nos horários das 8h às 11h e das 14h às 17h. A relação dos candidatos com inscrições indeferidas será divulgada no dia 15 de junho, na Internet, em vestibular.uvanet.br.

De acordo com o calendário de atividades, as provas serão aplicadas no dia 12 de julho de 2015, nos horários de 8h às 12h (Prova de Conhecimentos Gerais) e das 14h às 17h (Prova de Conhecimentos Específicos e Prova de Redação). O resultado do Processo Seletivo será divulgado no dia 14 de agosto de 2015, às 17h, na CEPS e na página da UVA na Internet (www.uvanet.br).


Fonte: Sobral em Revista.

VEREADORES: FALSAS DESPESAS DÃO 85 MIL POR MÊS.

Vereadores alugam carros, compram combustível, contratam serviços, mas na hora de comprovar as despesas, a bagunça é total

Boa Vista, Roraima, a sessão da Câmara, mostrada na imagem acima, tem os vereadores mais caros do Brasil. Ela durou 20 minutos. As sessões acontecem duas vezes por semana. São 21 vereadores. Cada um deles pode custar ao contribuinte mais de R$ 85 mil por mês.

“Nosso salário como vereador está defasado”, diz o presidente da Câmara de Boa Vista, Edilberto Veras (PP).

O salário é de R$ 12 mil, mas quem participa de comissões especiais ganha um extra de R$ 9 mil. A verba de gabinete, para pagar assessores escolhidos pelo vereador, é de R$ 30 mil. E ainda tem a verba indenizatória, de R$ 35 mil para cada vereador.

Fantástico: O senhor acha razoável esse custo?
Edilberto Veras: Olha, são questões. Isso é o Brasil.

O problema são os R$ 35 mil de verba indenizatória. Com esse dinheiro os vereadores alugam carros, compram combustível, contratam serviços, mas na hora de comprovar as despesas, a bagunça é total.

No item aluguel de carros, por exemplo, vereadores apresentavam notas fiscais de uma loja que vende ração.

“Alugar carro? Aqui não é venda de ração, de coisa?”, questiona um morador.

Gente que nunca teve carro aparece na prestação de contas de alguns vereadores.


Fonte: Sobral de Prima.

Alpinista cearense é resgatado no Monte Everest

O alpinista cearense Rosier Alexandre foi resgatado por helicóptero do campo 1 do Monte Everest a 5,9 mil metros nesta segunda-feira, 27. A assessoria de imprensa do projeto Sete Cumes, comandado por Rosier, informou que o "tempo limpo" no Nepal, permitiu que os helicópteros fizessem várias viagens para resgatar os montanhistas no Everest, presos após os terremotos. O alpinista ligou para família no Ceará anunciando o resgate às 3h37min (horário de Brasília) desta segunda. 
Rosier já está com o filho Davi Saraiva que também faz parte do projeto. Eles passam bem e se encontraram no campo base do Monte Everest, onde procuravam equipamentos que foram abandonados após a avalanche. O alpinista cearense relatou que ao descer do helicóptero viu um "cenário de guerra".
Agora Rosier e Davi seguem em caminhada para Gorak Shep, um vilarejo próximo ao Everest. Lá devem permanecer os próximos dias. Mais cedo, por volta da uma hora da madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília), Davi Saraiva fez contato com a família, através de telefone. Numa ligação rápida, ele salientou que estava bem fisicamente, apenas com pequenas escoriações.
Contratempos 
No domingo, o alpinista postou por volta das 16h30 (horário de Brasília) em sua página no Facebook que estava em condições difíceis após os terremotos no Nepal. "Decidimos agrupar a equipe no campo 2 do Monte Everest. O campo 1 foi atingido intensamente enquanto nós estávamos escalando", relatou. 
A mensagem destaca que o campo base no Monte Everest "foi destruído". Ele também informou que a médica da expedição, a americana Eve Girawong, morreu na avalanche que atingiu o campo base. "Nosso coração está com a família de Eve. Ela era muito amada e uma grande adição a nossa equipe. Sentiremos sua falta", escreveu o alpinista. No texto na rede social, o cearense também descreveu as dificuldades enfrentadas pelo grupo isolado no Everest. "Estamos com pouca comida, sem baterias e temos que descer. Não há rota pelo Khumbu Ice Fall", escreveu. 
O alpinista havia explicado que uma equipe de montanhista foi destacada para procurar um possível caminho de descida, mas "Voltou sem sucesso de passagem" e não seria feita nova tentativa do tipo. "Neste momento nossa única opção é descer de helicóptero. Nosso plano é descer para o campo 1 amanhã (segunda-feira) cedo e aguardar um bom clima para o resgate através de helicóptero. Assim vamos nos reunir com os outros membros sobreviventes da nossa equipe." 
No final da postagem, Roiser relaciona os nomes dos sobreviventes de sua equipe: "Todos os nossos sobreviventes Everest 2015 estão bem.
Aqui está uma atualização em seus locais atuais: No Everest Acampamento 2: Alan Arnette, Andrea Cordona, Ankur Bahl, Haley Ercanbrack, Joe Ashkar, Karl Nesseler, Koei Kasamatsu, Louis Carstens, Masayuki Hatakeyama, Rosier Alexandre, Vibeke Andrea Sefland, Billy Nugent, Conan Bliss, Fred Alldredge, Garrett Madison; em Gorak Shep: Davi Souto Saraiva, Ronald Nissen, Michael Churton e Randall Ercanbrank".

Fonte: O Povo

Edimelo Telecom está selecionando novos colaboradores em Taperuaba.

A Empresa Edimelo Telecom em busca de excelência no atendimento está selecionando jovens de Taperuaba, para compor seu banco de reserva, os selecionados serão capacitados e contratados pela empresa. Os interessados devem deixar currículo entre 08:00hrs e 12:00hrs na central da empresa, localizado no centro de Taperuaba, próximo a Farmácia Saúde Natural. 

Atividades esportivas no Espaço Cultural estão suspensas durante todo o dia.

Devido á reparos que estão sendo feitos na quadra do Espaço Cultural de Taperuaba as atividades esportivas estarão suspensas durante todo o dia de hoje, o funcionamento deve normalizar amanhã segundo a gerente Socorrinha Brasileiro.                                                                                                                   

Correios de Taperuaba continua fechado.

                                                      Foto: Arquivo 
O serviço que já não funcionava como deveria agora parou de vez deixando os moradores sem receber suas correspondências.  

Pedreiro, diarista, tapioqueira: os 'laranjas' da fraude milionária

Antônio fazia entrega de documentos. Convites de aniversário, mensagens, bolos. Às vezes, buscava uma senhora idosa na igreja. Em uma manhã diferente de todas as outras, vê seu nome envolvido em investigação da Polícia Federal (PF) e tem de dar explicações sobre movimentação milionária de uma empresa em seu nome.
O homem, assim como outras 12 pessoas, figura como 'laranja' no esquema desmontado pela Operação Fidúcia, deflagrada pela Polícia Federal em 24 de março. Como a maioria dos que tiveram seus nomes envolvidos, afirmou não ter o menor conhecimento da empresa citada.
Na Operação, são investigados desvios de R$ 20 milhões a R$ 100 milhões em empréstimos junto à Caixa Econômica Federal (CEF) em um período de aproximadamente um ano e meio. 56 mandados judiciais foram expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal.
Conforme as investigações, os estelionatários abriram empresas fantasma de construção civil em nomes de terceiros, usados como 'laranjas'. Em seguida, solicitavam à Caixa empréstimos e financiamentos bancários, com documentos falsos.
O processo de concessão dos benefícios era manipulado pelo grupo, que aliciou servidores da própria Caixa, de acordo com a PF. Os funcionários da instituição bancária então concediam os pedidos. Segundo a PF, as empresas não executaram serviço nenhum, servindo apenas para obtenção dos empréstimos.
José é pedreiro. Trabalha também como pintor e eletricista. Conforme as investigações, é sócio, junto com o filho, em uma empresa que tomou mais de R$ 3 milhões em empréstimos. Ele alega que foi convidado por um cliente a abrir uma empresa para prestar serviço, mas que não tinha ideia do que de fato estava acontecendo, nem do montante que o CNPJ em seu nome estava movimentando.
Confiança
Antônia trabalha desde 1998 para a família de um dos investigados que está preso. Ganhando dois salários mínimos, ela não tem carteira de trabalho assinada. Contudo, o nome da mulher compõe o quadro societário de uma das empresas investigadas. Ela era sócia do próprio patrão.
A mulher, por sua vez, admitiu ter conhecimento da existência do contrato, e que assinou os documentos necessários sempre sem questionar. Cartões dos bancos e movimentações ficavam à cargo do patrão, que movimentava mais de 33 milhões em empréstimos feitos junto à Caixa. Disso, Antônia diz que não sabia.
Machado também diz que confiou na pessoa errada. Amigo de um primo dos chefes da quadrilha, o mecânico disse que assinou uma papelada com a promessa de que receberia direitos trabalhistas que estavam atrasados. No entanto, uma empresa foi aberta no nome do mecânico e movimentou também alguns milhões de reais.
Josué, que é eletricista, diz que depende de benefícios sociais do Governo Federal para manter a casa onde mora. Diz também que há dois anos uma pessoa que não se recorda quem, o convenceu a assinar alguns papéis. Ali era aberta uma empresa de importação de produtos de informática no nome do homem. Também foi descoberta pela PF como envolvida em fraudes junto à Caixa.
Maria está atônita. A dona de casa alega que fabrica tapiocas e as vende, gerando uma renda mensal de R$ 500. Mal sabe escrever o próprio nome, quiçá ler as linhas do contrato social da empresa que comercializava máquinas e equipamentos. A empresa foi aberta no nome de Maria, com um sócio que ela não faz ideia de quem seja.
A mulher não reconhece a assinatura no papel. Parece, mas não é a dela. Ela não sabe como seu nome, até então limpo, teria ido parar ali.
Iacira também disse não entender o que está acontecendo em sua vida. A diarista, que afirma receber R$ 250 por mês prestando serviços em casas de família, é citada como empresária do ramo de comércio de computadores. Ao ver os documentos apresentados em que constavam seu nome, não reconheceu as assinaturas.
Todos os 13 'laranjas' apontados pela Polícia Federal estão em liberdade. A participação e o conhecimento deles da prática dos crimes ainda estão sendo investigados pela PF.
Justiça
Na última sexta-feira (24), o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra quatro homens, apontados pela Polícia Federal como os principais articuladores do esquema.
Os empresários Ricardo Alves Carneiro, 43; Diego Pinheiro Carneiro, 27; José Hybernon Cysne Neto, 56; e o ex-gerente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF), Israel Batista Ribeiro Júnior, 43, estão presos preventivamente e foram denunciados pelo procurador regional da república, Geraldo Assunção Tavares.
"O fato de não constar desta denúncia outros indiciados não significa que o Ministério Público Federal esteja requerendo o arquivamento tácito do presente apuratório em seu favor, apenas entendemos por bem denunciar nesta ocasião os acusados que já estão presos preventivamente", relatou o MPF.
Interpol será acionada para capturar foragido
Um dos homens investigados pela Polícia Federal (PF) nas fraudes milionárias junto à Caixa, o empresário Fernando Hélio Alves Carneiro, ainda não foi localizado pelos investigadores.
Segundo a PF, ele estaria foragido nos Estados Unidos. Por este motivo, será pedido o apoio da Interpol para auxiliar na localização do suspeito. O nome de Fernando será incluído no sistema de Difusão Vermelha, visando o cumprimento de seu mandado de prisão.
Memoriais
Os advogados Leandro Vasques e Holanda Segundo apresentaram requerimentos ao procurador regional da República, Geraldo Assunção Tavares, tentando demover o Ministério Público Federal de oferecer denúncia contra todos os que foram presos na deflagração da Operação Fidúcia, em 24 de março.
Os memoriais protocolados foram em nome do gerente geral da agência da CEF situada na Avenida Dom Luiz, Jaime Dias Frota Filho; e o superintendente Nacional da Caixa para o Nordeste, Odilon Pires Soares.
De acordo com Vasques, os dois teriam tido atuação diferente dos outros servidores da Caixa Econômica. Jaime, conforme o advogado, teria sido, inclusive, o principal denunciador do esquema dentro do banco. A defesa diz que e-mails pediam o afastamento do então gerente Israel Batista Ribeiro Júnior.
"A denúncia se limitou a reproduzir o mesmo enquadramento penal trazido pelo relatório da autoridade policial. Consideramos que o relatório possui certos exageros. Durante a instrução iremos demonstrar a regularidade de todos os negócios feitos", disse Vasques.
Levi de Freitas
Repórter

Fonte: DN 

 
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