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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Golpe Branco ameaça a democracia Brasileira: A capa criminosa da Veja dessa semana.

Eu tinha 17 anos quando entrei para a faculdade de Jornalismo e sonhava em trabalhar na Veja. Eu sabia que gostava de escrever e que a VEJA era a maior revista do país, praticamente a única que quase todos tinham acesso e comentavam na minha cidade.
Nasci e cresci em Laguna, uma pequena cidade de Santa Catarina, o estado mais de direita do Brasil, numa época em que a internet não era nada perto do que é hoje. E as matérias da VEJA eram discutidas no colégio.
Chegavam a cair em provas, como “atualidades” e a Biblioteca disponibilizava um arquivo de Vejas para pesquisa.
Talvez por isso eu não me culpo, aredito que não tinha muita escolha.
Era uma cidade com uns 50.000 habitantes, e, que eu me lembre, todos acreditavam na VEJA.
Cheguei então na faculdade com esse pensamento e nas primeiras semanas de aula lembro que um professor pediu pra que nós elegêssemos nosso jornalista favorito. Mais de 80% da turma elegeu o Arnaldo Jabor e o segundo mais votado foi William Bonner.
Eu também era fã do Jabor na época, mas talvez para ser diferente, para aparecer, ou porque realmente eu pensava assim, escolhi outro: o colunista da VEJA, Diogo Mainardi.
Eu vibrava com as tiradas sarcásticas, o humor ácido e as frases curtas do Mainardi. Pouco me importava o conteúdo que eu não entendia direito, ou pior, eu concordava até os meus 17 anos. Ele falava de economia, política, filosofia e xingava o Lula. Lembro que era o que eu mais gostava: do jeito que ele xingava o Lula.
Era isso o que, na época, eu mais ouvia as pessoas fazerem em Laguna, e o Mainardi levava o xingamento a um outro nível.
Vale lembrar que o governador, os senadores, deputados e provavelmente a maioria dos prefeitos e vereadores de Santa Catarina eram do DEM, PP e outros partidos de extrema direita ou quase isso.
Santa Catarina sempre foi uma capitania hereditária da direita conservadora. Talvez porque lá a desigualdade nunca existiu como em outros estados, nem mesmo a escravidão, e ao invés de mão de obra escrava, o estado se serviu muito bem dos imigrantes europeus. Por isso os catarinenses são tão loiros e fazem tanto sucesso nos comerciais de margarina.
E talvez por não ter que lidar ou mesmo ver de perto a miséria extrema e a desigualdade obscena que afeta muito mais outros estados, nós, catarinenses, somos um povo tão despolitizado, tão rebanho de oligarquias direitistas e tão sucetível às manipulações grosseiras dessa mídia criminosa na qual eu queria trabalhar até os meus 17 anos.
Mas essas são talvez apenas as minhas desculpas por ter sido tão estúpido até essa idade e Santa Catarina é mesmo um estado lindo. Aécio também deve ter as desculpas dele para dizer, em entrevista com a mesma idade, que todos no Rio de Janeiro tem uma ou duas empregadas e que as mulheres não precisam trabalhar.
Mas é que a capa criminosa da VEJA dessa semana realmente foi demais para mim e eu senti a mais profunda vergonha por um dia já ter sonhado em trabalhar nessa revista. Vergonha por não ter percebido antes. Por ter algum dia sido cúmplice dos crimes que ela comete em defesa dos próprios interesses desesperados.
Se Dilma vencer no domingo, será a prova de que a VEJA acabou como revista de jornalismo.
Ela pode até continuar a existir, mas deve ser ensinado nas escolas e universidades que aquilo que ela faz tem outro nome, não é jornalismo.
Realmente não sei hoje como chamar, mas ainda espero que um dia chamemos de crime.

Fonte: Diário do Centro do Mundo.

Idoso compra celulares pela internet e recebe coco e refrigerante na Paraíba.

               Um idoso de 70 anos, tentado pela oferta de celulares IPhone 6 em promoção em um site de compras, resolveu efetivar a compra com um depósito de R$ 8 mil e o parcelamento de outros R$ 10 mil referentes a dez aparelhos. Mas a surpresa veio com a chegada da caixa do Sedex: no lugar dos celulares, havia um coco verde e uma garrafa de refrigerante de 1,5 litros. O caso foi parar na 12ª Delegacia Distrital e a Delegacia das Defraudações de João Pessoa.

               Na manhã desta quinta-feira (23), a vítima foi à Delegacia das Defraudações prestar depoimento e dar mais subsídios ao delegado sobre o caso. De acordo com o depoimento da vítima à polícia, toda a negociação foi feita por um neto dele, de 17 anos, que encontrou os produtos à venda e motivou o avô a fazer a compra.

               Segundo o delegado encarregado do caso, Lucas Sá, a compra foi efetivada no dia 16 de outubro e quatro dias depois chegou pelo Sedex a caixa contendo o coco e a garrafa. Não há informações sobre a razão da compra deste número de aparelhos. Cada aparelho foi oferecido por R$ 1,8 mil, quando o preço médio é R$ 3 mil.

               Lucas Sá confirmou que vai enviar uma cópia do processo para a Polinter do Rio de Janeiro para que a Polícia Civil investigue, já que a conta bancária do beneficiário é do estado fluminense. “A fraude pela internet foi consumada no Rio de Janeiro e a conta bancária do beneficiário é daquele estado, por isso, o procedimento criminal vai ocorrer lá. No entanto, o processo civil vai transcorrer aqui na Paraíba, onde a vítima mora”, frisou.

                O delegado também explicou que a polícia tem o número pelo qual a vítima trocou mensagens com o possível responsável pela venda. “No depoimento, a vítima nos deu elementos mais consistentes sobre a compra e onde possivelmente ocorreu. Ao constatar que não tinha recebido os objetos comprados, ele tentou contato com o responsável pela venda, mas foi bloqueado do aplicativo de troca de mensagens por celular”, frisou.

Atenção redobrada
                 O delegado Lucas Sá recomendou atenção redobrada das pessoas que querem realizar compras pela internet. A principal dica é buscar sites estabelecidos no mercado. “É importante evitar comprar em sites de pessoa física e sempre buscar os sites de compras que já sejam conhecidos do público e estabelecidos no mercado”, frisou.


Fonte: Olhar Direto.

MONSTRO!!! POLÍCIA PRENDE ACUSADO DE ESTUPRAR CINCO IRMÃS, TRÊS SOBRINHAS E A PRÓPRIA FILHA.

O servente de pedreiro Damião Antônio da Silva, de 38 anos, foi preso nesta quarta-feira no município de Caririaçu sob a acusação de estuprar cinco irmãs, três sobrinhas e sua própria filha de 11 anos. Ele foi trazido para a Delegacia Regional de Policia Civil de Juazeiro do Norte, onde prestou depoimento à Delegada Cícera de Jesus Santos Araújo. O caso veio à tona quando uma das vítimas de apenas 12 anos revelou para sua mãe que não era mais virgem.
Como acrescentou, um irmão de sua genitora e, consequentemente, seu tio tinha abusado sexualmente dela a partir do seis anos de idade. Revoltada, a mãe foi até à Delegacia de Caririaçu e contou sobre o que tinha acabado de ouvir. Pior que isso, resolveu confessar um segredo que guardava há anos: também foi estuprada por Damião a exemplo de outras quatro irmãs quando tinham em torno da mesma idade que a primeira denunciante.

A partir dai a policia de Caririaçu passou a investigar descobrindo que outras duas sobrinhas na mesma faixa etária também tinham sido abusadas sexualmente pelo tarado.Seqüenciando os levantamentos a polícia soube que Damião era pai de uma menor de apenas 11 anos, passando a suspeitar ser igualmente vítima. O caminho foi submetê-la a um exame médico o qual confirmou a suspeita e a criança admitiu dizendo que o fato já se dava há algum tempo e, a exemplo das demais vítimas, era ameaçada de morte se contasse algo.

A notícia passou a repercutir nas últimas horas em Caririaçu e um clima de revolta tomou conta da população. Por medida de segurança, Damião foi trazido para a carceragem da Polícia Civil em Juazeiro e ali está incomunicável e o pedido de prisão preventiva já está sendo providenciado pela autoridade policial. As vítimas estão sendo acompanhadas pelo Psicólogo Ronaldo Costa do CAPS de Caririaçu e ele confessou ser alarmante o número de casos relacionados com violência sexual nos últimos meses naquele município.

Fonte: Camocim Polícia 24hrs.

Mais um comercio é assaltado em Santa Quitéria, comerciante seguem apreensivo com onda de assaltos.

Um comércio foi assaltado na noite desta quarta (22/10), por volta das 18h30, no bairro Piracicaba, em Santa Quitéria.
Dois elementos armados chegaram no Bar e Mercearia Marcelito, próximo a Escola Aracy Martins e renderam, além do proprietário, um cliente que se encontrava no local.
Os bandidos levaram uma pequena quantia em dinheiro, além de obrigar o proprietário e o cliente a se deitarem no chão, vindo a desferir algumas coronhadas de revólver no comerciante.
Em seguida, fugiram em uma moto, tomando rumo ignorado. A Polícia foi acionada, fez diligências, mas até o momento, ninguém foi preso.
A população está atônita com a crescente onda de assaltos nos últimos dias em Santa Quitéria e cobra medidas urgentes das autoridades.


Fonte: A Voz de Santa Quitéria.

Sobral – CE: Projeto de apoio a crianças de mães dependentes químicas é aprovado pela Fundação Itaú Social.

O projeto de apoio a crianças de mães usuárias de crack, em Sobral, foi aprovado no Edital de Apoio aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente da Fundação Itaú Social. O resultado foi divulgado na quarta-feira, 22 de outubro, pela Fundação, que apoia iniciativas que reduzam ou previnam violações de direitos das crianças e dos adolescentes.

Foram inscritos 348 projetos de todo o país, sendo 75 selecionados para receberem recursos financeiros. No Ceará, 7 projetos foram aprovados. O Projeto “Casa Acolhedora: Cuidando da Mãe e do Bebê - Apoio às crianças de mães usuárias de crack” foi inscrito pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Sobral (CMDCA) e terá uma Casa de Apoio com orientação de profissionais de saúde.

Os recursos da Fundação Itaú Social serão depositados no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, administrado pelo CMDCA e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Combate à Extrema Pobreza (SEDS). O projeto executado pela ONG Instituto Trevo de Quatro Folhas e deverá beneficiar cerca de 60 crianças menores de 2 anos.


Fonte: Blog de Sobral (Prefeitura Municipal).

Jornalista denuncia como funciona a “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional.

Um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, Luis Carlos Azenha, que possui passagens importantes pela Globo e Record, inclusive como correspondente internacional, publicou nesta sexta-feira (24) em seu blog Viomundo, uma matéria em que relata como funciona a “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional - (clique AQUI)

O texto traz relatos de Azenha desde 2006, quando fez sua primeira cobertura de eleição presidencial, cuja tarefa nas semanas finais da campanha foi a de acompanhar o candidato tucano Geraldo Alckmin. De volta à redação paulista da emissora, ouvia reclamações de colegas sobre a cobertura desigual. As reclamações partiam de uma dúzia de colegas, alguns dos quais continuam na Globo.


De tudo o que viveu naquele 2006, no entanto, o que mais marcou Luis Carlos Azenha foi a descoberta in loco, não como observador externo, mas como testemunha ocular, da “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional. Ela se repetiu em 2010 e já aconteceu em 2014. Hoje, dia do debate entre Dilma Rousseff e Aécio Neves na emissora, teremos ocasião de ver se a parceria está em pleno vigor. Vamos ver quantos minutos o JN dedicará à capa da Veja horas antes do debate final que antecede o segundo turno. Façam suas apostas.


Fonte: Sobral em Revista.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Jornal Espanhol El País foi a Minas investigar o legado de Aécio na educação.

Da ilha de concreto que separa a rua Amazonas em duas, na praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte, um carro de som gritava um batidão eleitoral pró-Aécio quando centenas de militantes petistas e professores da rede pública, sacudindo bandeiras de Dilma Rousseff, se aproximaram e tomaram o obelisco, do lado oposto. Sob os olhares apreensivos de uma dezena de policiais armados com cassetetes, começou uma batalha musical. “Olê, Olê, Olê, Olá, Dilmá, Dilmá”
O clima ficou tenso e acabou em bate-boca. Cada grupo reivindicava o direito pelo marco histórico belo-horizontino. Até que, em menor número, os do azul-amarelo tucano, contratados para hastear a bandeira do candidato Aécio Neves a 30 reais ao dia (ou 900 reais ao mês), tiraram o carro de campo. A praça Sete era dos petistas.
A cena ocorrida na última quarta, 15 de outubro, foi simbólica. Os professores haviam marcado o ato de apoio à Rousseff para o Dia do Professor, com o lema “Pela educação, Aécio não”. Por causa dos bons índices de Minas Gerais em algumas das avaliações federais, a educação se tornou nessas eleições uma das maiores vitrines de Neves, que considera a área seu “legado” para o Estado. Mas os professores queriam mostrar o que está por trás das estatísticas.
Ao lado de militantes do PT, ostentavam nos gritos o orgulho renascido no último 5 de outubro. Primeiro, pelo partido ter conseguido expulsar ainda no primeiro turno os tucanos do Governo do Estado, comandado por eles por 12 anos. Segundo, pelos mineiros terem rejeitado Aécio Neves, o aclamado governador de outras épocas, dentro da própria casa dele.
“A primeira vitória já conseguimos no primeiro turno. Agora temos um compromisso político com a população deste país. Temos que evitar essa política de desmantelamento do Estado de Direito”, afirmava ao microfone uma professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que teve 438 professores signatários de um manifesto de apoio à candidata. O texto se somou a outro, lançado anteriormente pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (SindUTE), que questionava: “O que Aécio fez em Minas serve para o Brasil?”
Neves, que venceu por duas vezes a eleição para o Governo do Estado em primeiro turno (em 2002 com 58% dos votos e em 2006 com 77%), amargara agora, candidato à presidência, um resultado mais acanhado (40%, diante dos 43% de sua rival). A derrota, ainda que apertada, deu a Minas o patamar de bola da vez. E a gestão Aécio Neves passou a ser questionada em âmbito nacional: o que teria levado o político a perder no próprio Estado?
Para alguns, a resposta é simples. As vitórias de Neves para o Governo haviam sido contra candidatos sem muita expressão no campo político mineiro. O PT, desde o primeira vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, já vencia em Minas Gerais no âmbito federal. Essa teria sido, portanto, a primeira prova do neto de Tancredo no Estado contra um candidato de peso. E ele não passou.
Para outros, no entanto, a desconstrução de Aécio começou a ser desenhada três anos antes dessas eleições, justamente no campo que ele mais se orgulha: a educação. Em 8 de junho de 2011, os cerca de 8.000 professores da rede Estadual realizaram a maior greve da história de Minas. Ficaram paralisados por 112 dias, em protesto ao “salário humilhante” que recebiam, conta Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do SindUTE.
Na época, uma reportagem da Folha de S.Paulo fez um ranking de salários de professores entre os Estados, com base em um levantamento feito com as próprias secretarias estaduais de Educação. Minas era quem pagava o pior: 616 reais – quase metade dos 1.187 reais do piso nacional, uma lei aprovada em 2008.
Os professores já haviam feito greves para denunciar o não cumprimento do piso. Uma, em 2008, durou 30 dias. Outra, em 2010, 47 dias. Mas na de 2011, quando o governador já era o tucano Antonio Anastasia, apadrinhado por Neves e eleito no ano anterior ainda em primeiro turno, aguentaram tanto tempo porque conseguiram o apoio financeiro, presencial e político de outras categorias, da capital e do interior.
Os trabalhadores temiam que uma vitória do Governo contra a educação poderia ter reflexos em toda as categorias. A greve acabou com o reconhecimento de que o piso deveria ser pago. Mas o que o Governo fez, segundo o sindicato, foi unir o vencimento às gratificações, o que não deveria ser contato para o cálculo do piso, afirma a categoria. Atualmente, um professor de nível médio de escolaridade recebe para a jornada de 24 horas semanais da rede 1.237 reais para nível médio, afirma Beatriz. Neste ano, o valor nacional foi fixado em 1.697 reais para os que trabalham até 40 horas. A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) fez um levantamento em todos os Estados neste ano e Minas está, novamente, na lista dos que não cumprem o piso. “Nunca se pagou o piso aqui”, diz Beatriz. O Governo nega.
Com o movimento dos professores fortalecido e os trabalhadores unidos, outros sindicatos passaram a expor para a população os problemas do Estado. “Nós fomos às ruas para mostrar o que acontece dentro dos hospitais públicos, colocamos telões com vídeos de imagens de dentro do hospital”, conta Renato Barros, diretor do Sindi-Saúde de MG. O sindicato dos eletricitários organizou um plebiscito popular para consultar a população sobre o valor da tarifa de energia elétrica, considerado por eles abusivo, com a adesão de 600.000 pessoas. E quando as manifestações de junho de 2013 chegaram, a esquerda estava unida e liderou os atos.
“Na época que eles [tucanos] passaram no Governo, era greve, greve, greve…Aécio judiou muito dos professores, os pronto-socorros são lotados”, conta o taxista José Pinto, 59, que vota em Rousseff. “Os professores são muito fortes”, taxava outro, que vota em Neves, para explicar a derrota em primeiro turno de seu candidato no Estado.
Com o tempo, as decisões do Governo de Neves começavam a se mostrar menos promissoras. O “choque de gestão” implementado por ele ao assumir o posto pela primeira vez, em 2003, que consistia em diminuir custos (basicamente enxugando cargos e secretarias) e na adoção de metas de bonificação por resultado, já funcionava pouco no Governo do sucessor Anastasia. Nem com as novas taxas criadas no choque de Aécio (de incêndio, fiscalização judiciária e mudança de tributação sobre doações e heranças), Minas conseguiu achar boas fontes de receita. Tornou-se o segundo Estado mais endividado da federação, com 183% das receitas comprometidas em 2013, de acordo com um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo. No ano passado, apenas 7% da receita total do Estado pode ser desembolsada em obras e investimentos.
Os efeitos foram sentidos em áreas sensíveis, como a saúde e a educação. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o Estado não aplicou o mínimo exigido pela Constituição nas duas áreas (12% do Orçamento na saúde e 25% na educação). Entre 2003 e 2011, foram 7,7 bilhões a menos na saúde e entre 2003 e 2013, 8,3 bilhões a menos na educação. Entre 2000 e 2010, o Estado caiu uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) geral e no que mede especificamente a educação (IDH-Educação). Apesar de Minas ter sido considerado o Estado com o melhor resultado no Ideb de 2013 no ensino fundamental, a situação na rede estadual piorou no médio.
A violência, grande preocupação de Neves nessa campanha presidencial, também aumentou. Segundo dados do Datasus, sistema de estatísticas do Ministério da Saúde, o número de homicídios cresceu 52% entre 2002 e 2012 (de 2.993 para 4.558), na contramão do que ocorreu no resto do Sudeste, região rica a qual Minas pertence, onde houve uma queda de 37% no mesmo período (de 27.423 para 10.268). No Brasil, o aumento foi de 13%.
Para completar, neste ano os jornais nacionais começaram a mostrar ações que manchavam a reputação do ex-governador. Entre elas, a de que ele destinou dinheiro público para a construção de um aeroporto dentro de uma propriedade que pertencia a um tio-avô dele, no município de Cláudio. Em 2007, também houve a reforma de um outro aeroporto no município mineiro de Montezuma, onde a família de Neves, então governador, tem propriedades.
Os fatos têm sido usados à exaustão pela campanha de Dilma Rousseff. E nas salas de sindicatos e políticos de oposição aos tucanos em Belo Horizonte o furor é grande para alimentar a campanha da rival de Neves com dados do Governo. Eles querem que a queda do tucano saia de dentro de sua própria casa.
Fonte: Diário do Centro do Mundo.

ESCÂNDALO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ INGRESSA COM UMA AÇÃO CONTRA VEREADORES DE SOBRAL.

O Ministério Público do Estado do Ceará ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) em desfavor dos vereadores da Câmara Municipal de Sobral Valfredo Linhares Ribeiro, José Crisóstomo Barroso Ibiapina e José Itamar Ribeiro da Silva, além do assessor parlamentar William Ramos Tavares. Eles são acusados de improbidade administrativa. A ação foi protocolada no último dia 15 pelo promotor de Justiça Francisco Roberto Caldas, do Núcleo de Tutela Coletiva de Sobral.  
               A ACP decorre de um inquérito civil público instaurado em maio deste ano para apurar denúncias feitas pelo ex-vereador Francisco Ismerino Vasconcelos Mendes. De acordo com as investigações, os referidos parlamentares e o assessor estariam envolvidos com a simulação de cursos de capacitação para vereadores e servidores da Câmara fora dos limites do Município para que houvesse o pagamento de diárias.
              O MPCE constatou que o esquema, existente na atual gestão, seria comandado por José Crisóstomo Barroso Ibiapina, mais conhecido como “Zezão”. Para fins de comprovação e recebimento das diárias, eram fornecidos certificados falsos de empresas pertencentes a ele. As investigações mostraram ainda que, quando os cursos ocorriam, eram realizados pelo próprio parlamentar. Ele recebia diárias do Poder Legislativo para essas atividades, mesmo sendo o realizador dos cursos/seminários e o recebedor dos valores arrecadadados para a prestação dos serviços. 
              Pelos motivos expostos, o MPCE pede ainda que os três veradores e o assessor sejam afastados dos respectivos cargos por um período de 180 dias.

Fonte: Ministério Público do Estado do Ceará.

ELEIÇÕES COM TROPAS FEDERAIS PARA MAIS 06 MUNICÍPIOS - SOBRAL ESTÁ NO MEIO.

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta quinta-feira, 23/10, a Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, presidida pela desembargadora Iracema do Vale, decidiu pela inclusão de mais seis municípios cearenses – Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Sobral, Crateús e Aracati – no pedido de reforço das tropas federais para o 2º turno das eleições.
A desembargadora Iracema do Vale já enviou o Ofício nº 3979/2014 ao Tribunal Superior Eleitoral, formalizando o pedido, em resposta à Mensagem do ministro do TSE, João Otávio de Noronha, nos autos do Processo Administrativo nº 166727/2014, solicitando que o TRE se manifestasse com urgência sobre os documentos juntados no processo “sobre a necessidade de envio de forças federais para os municípios de Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte, Sobral, Aracati, Crateús, Campos Sales, Itapipoca, Tianguá, Aracati e Mauriti”. Esta solicitação foi encaminhada ao TSE pela Procuradoria Geral Eleitoral, atendendo a um pedido da coligação ‘Ceará de Todos’.

Fonte: Sobral de Prima.

GUIA DO ESTUDANTE – CBL PARA O VESTIBULAR – UVA- 2015.1.


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A estrada construída por Aécio nos arredores da fazenda de Roberto Marinho em MG.

Em 2001, quando era governador de Minas Gerais, Itamar Franco recebeu a sugestão de asfaltar uma antiga estrada no interior do estado, que liga os municípios de Botelhos, na região de Poços de Caldas, a Alfenas. A obra foi à licitação, mas, depois de concluído o processo, Itamar optou por não fazer a pavimentação, pois, segundo disse ao então prefeito de Poços de Caldas, entendia que não era prioridade para Minas.
Seu sucessor, Aécio Neves, retomou o processo e fez a obra. No percurso entre as duas cidades, existem muitas propriedades rurais, mas nenhuma dela é maior do que uma fazenda que produz café de qualidade e tem uma grande criação de porcos, de onde saem todas as semanas caminhões carregados de carne suína em direção ao frigorífico de Poços de Caldas.
A propriedade se chama Sertãozinho, mas seu proprietário não gosta de publicidade. Em 2012, a revista Globo Rural publicou o resultado do 13º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil — “Cup of Excellence Early Havest” –, realizado em Jacarezinho, no Paraná. A notícia destaca os três primeiros colocados, mas dá o nome da fazenda e do proprietário só dos dois primeiros. O terceiro tem apenas o nome da fazenda.
A propriedade foi comprada por Roberto Marinho há cerca de 15 anos e hoje quem manda ali é seu filho mais velho, Roberto Irineu Marinho.
A estrada é antiga. “Eu tenho 56 anos e sempre usei essa estrada para ir a Divisa Nova [município entre Botelhos e Alfenas]”, diz José Carlos Rocha, corretor em Botelhos. Era de terra, mas bem conservada pelas prefeituras de Divisa Nova e Botelhos. Depois que recebeu o asfalto, os moradores notaram mudança no traçado.
A estrada segue como antigamente até a entrada da Fazenda Sertãozinho, onde ela faz um desvio à esquerda e vai num percurso sinuoso por três quilômetros até um campo de futebol, onde tem outra porteira e termina a propriedade da família Marinho.
“Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal, menos a Sertãozinho”, conta Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas e médico veterinário que trabalhou na fazenda, quando era de Homero Souza e Silva, sócio de Walter Moreira Salles no antigo Unibanco.
Homero vendeu a propriedade depois que bateu o carro entre Poços de Caldas e Botelhos. Dirigia o próprio carro e estava na companhia da esposa, que morreu. Desgostoso, colocou a propriedade à venda, comprada por Roberto Marinho.
“O Roberto Marinho ia sempre à fazenda, gostava muito dali. Eu mesmo vi ele algumas vezes na festa de São Pedro”, diz uma mulher que trabalhou na propriedade e guarda o registro em carteira. A tradição se mantém. Todos os anos a Sertãozinho realiza a festa junina.
Funcionários contam que Roberto Marinho tinha especial predileção por um cinematográfico jequitibá rosa conservado no coração da lavoura. De longe é possível ver a árvore, no meio de um recorte do cafezal em formato de diamante.
Eu fui até a fazenda, e usei a antiga estrada, que tem, hoje, uma porteira, mas que permanece aberta (não poderia ser diferente, já que se trata de estrada pública).
Logo na entrada, uma placa de fundo verde, com o desenho estilizado do jequitibá rosa e a frase: “Fazenda Sertãozinho – Sejam bem-vindos”. Entrei e fui até a casa do administrador, uma construção com varanda e garagem onde estavam três veículos, um modelo compacto, uma moto e uma camionete, todas com adesivos “Aécio Presidente”. Quem me atendeu foi seu sogro, que estava na varanda. Pedi para falar com o administrador. Primeiro veio o filho pré-adolescente, depois um homem parrudo, de camisa azul e bermuda.
Quando disse que era jornalista e estava fazendo uma reportagem sobre o desvio da estrada, o administrador se enfureceu: “Foi o PT que mandou você aqui?” Expliquei que o desvio de uma estrada, em benefício de particulares, é assunto de interesse público.
“Faz isso não, faz isso não”, disse, andando de um lado para o outro da varanda, ele no alto, eu num ponto mais baixo, separados por alguns degraus. “Isso aqui é um projeto social”. Como assim, projeto social? É uma fundação? Uma ONG? “Não. É que, se a Sertãozinho fechar, muita gente vai ficar desempregada em Botelhos”. E quantos empregos a fazenda dá? “Duzentos e quarenta”.
José Renato não escondia o nervosismo. “Gozado que vocês do PT fazem esse tipo de entrevista só no domingo.” Eu não sou do PT, disse a ele e pedi para gravarmos. José Renato Gonçalves Dias, o administrador, não quis gravação. Mas tentou dar algumas explicações.
“Tinha duas estradas, mas decidiram asfaltar aquela outra. Acho que é porque aqui moram algumas famílias, e a estrada asfaltada é um risco de acidente”. Mas a estrada municipal não é esta daqui? “As duas são”.
Os moradores da região negam que existisse outra estrada além da que corta a Sertãozinho. “Não existia outra estrada coisa nenhuma, era cafezal, e a divisa da fazenda Sertãozinho”, diz o ex-prefeito de Poços de Caldas.
Como veterinário, Paulo Thadeu passava sempre por ali. Não atendia apenas a Sertãozinho, mas outras propriedades, e sua então namorada, hoje esposa, morava num bairro conhecido como São Gonçalo, alguns quilômetros adiante da fazenda da família Marinho. “A estrada corta todas as fazendas, onde também moram pessoas, e a colônia de moradores da Sertãozinho não fica perto da estrada”.
Deixei na mão do administrador uma folha de papel com meu nome, telefone e e-mail, e pedi para entrasse em contato, caso quisesse dar mais informações sobre o desvio da estrada.
Retomei o caminho de Alfenas, pela antiga estrada municipal, que corta a fazenda. Estava fotografando um bambuzal que cobre a estrada e lhe dá a bela forma de um túnel quando a camionete, em alta velocidade, parou atrás do meu carro e José Renato correu na minha direção: “Você não vai fotografar aqui!”, gritou. Mas a estrada é pública, estou no caminho de Alfenas.
Entrei no meu carro e segui pela estrada municipal até o lado de fora da porteira, que estava aberta, onde tem um campo de futebol e o asfalto retoma o antigo traçado, fora dos domínios da Sertãozinho.
O administrador continuou parado 200 metros distante, com a camionete na diagonal, e quando comecei a registrar com a câmera sua presença intimidadora, ele saiu, na direção da casa. Permaneci na estrada municipal, mas do lado de fora da porteira aberta, e alguns minutos depois chegou um carro com quatro homens. Todos pararam onde a camionete do administrador estava. Tinham o tipo físico de seguranças.
“A Globo desviou a estrada porque ela pode, uai”, diz, rindo, um homem sentado no banco da praça central de Botelhos. O homem, de boné e camisa aberta, trabalhou na Sertãozinho, no retiro de leite, quando a Sertãozinho produzia de 3 a 4 mil litros por dia. Hoje, além dos porcos e do café, tem gado de corte.
O ex-vereador Olair Donizete Figueiredo, do PDT, que foi presidente da Câmara Municipal, diz que gostou do asfalto, apesar do desvio que aumentou em 3 quilômetros a distância até o município de Divisa Nova, mas critica o governo de Aécio Neves pela ausência de outra obra na região e da falta de atenção com os professores.
“Ele fez o asfalto por causa da influência da Globo, porque ia beneficiar ele. E aqui foi só, não fez mais nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara.
Depois de pavimentar a pista de um aeroporto na antiga fazenda do tio, que tinha a posse da chave, desviar a rede de alta tensão para construir um haras na própria fazenda, de onde retirou o tráfego com a abertura de outra estrada, descobre-se agora que o governo de Aécio não foi generoso apenas com a própria família. Botelhos é testemunha de um jeito particular de administrar.

Fonte: Diário do Centro do Mundo.

NO MARANHÃO UMA OLIGARQUIA QUE DESMORONA: ROSEANA NÃO VAI PASSAR O PODER. VAI RENUNCIAR.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), deve renunciar ao mandato no início de novembro. O que se diz no círculo próximo à peemedebista é que ela não tem a menor intenção de passar diretamente a faixa ao governador eleito e ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) Flávio Dino. Nos bastidores, diz-se que ela ficaria “extremamente constrangida” em ser obrigada a fazer a transmissão a um político da oposição.
Se Roseana seguir adiante com os planos, quem deve assumir o governo nesta reta final é o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB). Um detalhe: Melo era candidato a vice-governador de Edison Lobão Filho (PMDB) e ficará sem mandato na próxima legislatura. Caso Melo assuma, após menos de dois meses de mandato, ele terá direito a uma aposentadoria vitalícia de aproximadamente R$ 25 mil.


Fonte: Sobral de Prima.

 
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